Jailton Delogo defende que criança com deficiência não pode ficar fora da escola

Jailton Delogo defende que criança com deficiência não pode ficar fora da escola



Porto Velho RO - Com a chegada do início do ano letivo, cresce a importância de garantir a matrícula ou rematrícula dos estudantes, tanto na rede municipal quanto na estadual de ensino. O mês de janeiro é tradicionalmente o período de reabertura das vagas escolares, permitindo que a população retorne à escola ou ingresse pela primeira vez no sistema educacional. Nesse contexto, é fundamental lembrar que existem vagas específicas destinadas às pessoas com deficiência, asseguradas pela Constituição Federal. Não se trata de favor, mas de um direito garantido por lei.

A educação é amplamente reconhecida como um dos pilares mais importantes do progresso social. É na escola que se constroem as bases da alfabetização, do conhecimento, da autonomia e das oportunidades futuras no mercado de trabalho. Por isso, deixar de ocupar uma vaga escolar pode significar, muitas vezes, limitar o próprio futuro.

Em Porto Velho, a diretora de Assuntos Estratégicos da Educação, Miriam Pereira, afirmou durante o Momento da Inclusão, evento exibido quinzenalmente em Rondônia, que o poder público tem buscado organizar as vagas escolares de acordo com as necessidades das pessoas com deficiência, priorizando unidades próximas às residências dos alunos. Segundo ela, essa estratégia contribui para reduzir barreiras de deslocamento e ampliar a permanência dos estudantes no ambiente escolar.

O ativista Jailton Delogo fez um alerta importante às pessoas com deficiência e às suas famílias. Segundo ele, apesar dos avanços, ainda existem desafios significativos no processo de inclusão. Um dos principais entraves é a falta de cuidadores. “Não adianta apenas colocar o aluno na escola se não houver acessibilidade”, destacou Delogo. Ele cita a ausência de rampas, banheiros adaptados e a presença de escadas como barreiras físicas, mas reforça que a inclusão vai além da estrutura, envolvendo também o apoio humano.

“Muitas pessoas com deficiência precisam de um atendimento mais individualizado, com métodos diferenciados de ensino. Nem sempre o aluno consegue acompanhar o conteúdo apenas pelo quadro, sendo necessário um acompanhamento especializado para garantir a aprendizagem e a evolução escolar”, explicou.

Delogo também chama atenção para a diferença entre integrar e incluir. “Integrar é apenas colocar a pessoa na escola. Incluir é oferecer condições reais de aprendizagem, respeitando as necessidades de cada um”, afirmou. Isso pode significar a presença de um cuidador, alguém que traduza o conteúdo para uma pessoa com deficiência visual, a aplicação de provas em formato oral ou em braile, além de auxílio na realização das atividades escolares.

Ao final, o comunicador reforça o papel transformador da educação. “O acesso escolar é fundamental, e a evolução vai depender de cada pessoa, de cada limitação, variando de ser para ser. Mas uma coisa é certa: as pessoas com deficiência não podem, de forma alguma, deixar essas oportunidades passarem”, concluiu.

Em outras palavras, matrícula garantida é futuro em construção — e futuro bom não se adia.

Quem desejar acompanhar ou saber mais sobre o tema Pessoa com Deficiência pode acessar o perfil de Jailton Delogo nas redes sociais:
🔗 https://www.instagram.com/jailtondelogo




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