Pescador de Rondônia fisga peixe-elétrico de 2 metros, o maior já registrado no Brasil

Pescador de Rondônia fisga peixe-elétrico de 2 metros, o maior já registrado no Brasil


O pescador rondoniense Anderson Guedes conseguiu capturar o maior poraquê já registrado no Brasil, segundo a BGFA Recordes.

Porto Velho, RO - Os poraquês (Electrophorus electricus) são os peixes-elétricos conhecidos pelo tamanho (podem chegar a até 2,5 metros) e principalmente pela capacidade de emitir descargas elétricas de até 860 volts.

De acordo com seu relato, a captura levou aproximadamente 30 minutos, período em que precisou agir com cautela constante para evitar descargas elétricas.

O recorde foi homologado pela BGFA Recordes, entidade responsável pela validação de recordes de pesca no Brasil.
Anderson Guedes capturou um poraquê (Electrophorus spp.) de dois metros durante uma pescaria na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Vídeo do momento viralizou nas redes sociais.

Pescador de Rondônia fisga peixe-elétrico de 2 metros, o maior já registrado no Brasil

O pescador rondoniense Anderson Guedes conseguiu capturar o maior poraquê já registrado no Brasil, segundo a BGFA Recordes. A pescaria aconteceu na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa.

🐟 Os poraquês (Electrophorus electricus) são os peixes-elétricos conhecidos pelo tamanho (podem chegar a até 2,5 metros) e principalmente pela capacidade de emitir descargas elétricas de até 860 volts, capazes de paralisar presas e causar dores fortes em humanos.

A captura do peixe foi feita em fevereiro de 2025, mas o vídeo só foi nesta semana. Nas imagens, Guedes se "luta" com o peixe para tirá-lo da água depois de levar um choque. (Assista acima)

Ao g1, Anderson contou que pescava com o objetivo de capturar uma traíra quando foi atingido por uma forte descarga elétrica. No início, acreditou ter sido atacado por uma arraia — espécie comum na região onde estava pescando —, mas na verdade tratava-se de um poraquê.

“O peixe-elétrico acompanhou a isca e eu não vi, porque estava sozinho. Ele veio pelo canto e passou raspando, aí deu um choque nas minhas pernas. Doeu demais, demais, demais”, relatou.

Quando viu o tamanho do animal, Guedes resolveu enfrentar o desafio de capturá-lo, mesmo sabendo da fama do poraquê como um peixe perigoso. De acordo com seu relato, a captura levou aproximadamente 30 minutos, período em que precisou agir com cautela constante para evitar novas descargas elétricas.

Depois de retirar o animal com o auxílio de um alicate de plástico, Guedes mediu o poraquê e verificou que ele tinha dois metros de comprimento — marca que o coloca como o maior exemplar da espécie já registrado no Brasil.

“Eu fiz questão de medir, porque na literatura a gente encontra registros de peixe-elétrico de até um metro e meio. Esse tinha dois metros. Então é um recorde brasileiro. A maioria das pessoas corta a linha ou mata o peixe, mas esse a gente soltou”, contou.

O recorde foi homologado pela BGFA Recordes, entidade responsável pela validação de recordes de pesca no Brasil.

É possível morrer com o choque de um peixe elétrico?

De acordo com o biólogo Flávio Terassini, mortes causadas por peixe-elétrico não são comuns, mas podem ocorrer em situações específicas. O maior risco acontece quando a pessoa está completamente dentro da água no momento da descarga.

“A eletricidade se dissipa pela água e atinge a musculatura da pessoa, causando uma paralisia temporária. Com isso, ela não consegue nadar e pode acabar se afogando”, explicou.

Ao g1, a coordenadora do Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Dra. Carolina Doria, explicou que a descarga elétrica do poraquê, isoladamente, não costuma ser letal. No entanto, ressaltou que fatores como a profundidade da água, o tempo de exposição e as condições físicas da vítima podem tornar a situação perigosa.

"Tem vários fatores que contribuem para que a pessoa morra e o local é um deles, como em lugares lodosos [lamacentos], mas o que mata é essa soma de fatores. É necessário alertar, senão daqui a pouco, o pessoal tá aí matando poraquê", relata.


Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes — Foto: Reprodução/acervo pessoal


Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes — Foto: Reprodução/acervo pessoal


Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes — Foto: Reprodução/acervo pessoal

Por Mateus Santos, g1 RO
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