PSD, PT e a filiação de Marcos Rocha: por que a direita de Rondônia acendeu o alerta

PSD, PT e a filiação de Marcos Rocha: por que a direita de Rondônia acendeu o alerta


PORTO VELHO RO - Rondônia é, historicamente, um estado de perfil conservador. Resultados eleitorais recentes indicam que cerca de 70% do eleitorado se identifica com a direita, especialmente com o bolsonarismo. Mesmo assim, movimentos recentes nos bastidores mostram que a esquerda pode avançar no comando do estado sem vencer diretamente no voto majoritário.

No centro dessa discussão estão o PSD, o PT — e agora, a filiação do governador Marcos Rocha ao PSD.

PSD: partido da base do governo Lula

No cenário nacional, o PSD integra a base de sustentação do governo Lula, ocupando espaços no governo federal e apoiando pautas estratégicas do Planalto. Apesar do discurso de “centro”, críticos apontam que o partido atua alinhado ao lulismo nas decisões mais importantes.

Por isso, em estados conservadores como Rondônia, o PSD é visto por parte da direita como um “cavalo de Troia”: não se apresenta como esquerda, mas abre caminho para o projeto político do PT onde a sigla tem rejeição eleitoral.

A ponte PSD–PT em Rondônia

Em Rondônia, essa leitura ganhou força com fatos concretos. O PSD estadual era presidido por Expedito Neto, filho do ex-senador Expedito Júnior. Em seguida, Expedito Neto deixou o PSD e assumiu a presidência do PT em Rondônia.

O movimento escancarou uma ligação direta entre PSD e PT, reforçando a percepção de que, apesar das siglas diferentes, os projetos políticos caminham juntos.

A filiação de Marcos Rocha ao PSD

O alerta aumentou com a filiação do governador Marcos Rocha ao PSD. Rocha foi eleito com apoio majoritário da direita, surfando na onda conservadora do estado. Ao migrar para um partido da base do governo Lula, o governador passou a ser visto por críticos como alguém que troca o alinhamento ideológico que o elegeu por uma sigla ligada ao Planalto.

Eleição ao governo e o papel do segundo turno


O PSD também trabalha para lançar candidato próprio ao governo, tendo como principal nome o prefeito de Cacoal. Em um possível segundo turno contra Fúria, a expectativa nos bastidores é que o PT, comandado por Expedito Neto, apoie o PSD, partido historicamente ligado ao grupo político de seu pai.

Na prática, isso significa que PT e PSD podem caminhar juntos no momento decisivo da eleição, formando uma frente ampla contra o bolsonarismo.

A estratégia apontada pela direita

Analistas críticos desse arranjo resumem a estratégia assim:

O PSD disputa o primeiro turno com discurso moderado

Atrai votos de eleitores conservadores

No segundo turno, recebe apoio direto da esquerda petista

Com isso, a esquerda não precisa vencer sozinha, mas passa a governar por meio de alianças políticas.

Conclusão

Rondônia pode viver um cenário inédito: um estado majoritariamente de direita governado por forças alinhadas ao governo Lula. A filiação de Marcos Rocha ao PSD, somada à ligação direta entre PSD e PT, reforça o alerta de que a disputa não é apenas ideológica, mas também estratégica.

As eleições serão o momento de o eleitor decidir se aceita esse caminho ou se reage ao que muitos já chamam de “cavalo de Troia” político no coração do bolsonarismo rondoniense.

Fonte: Site eletrônico Portal364 






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