Investigação: Atinge a alta cúpula de gestão da Assembleia Legislativa em processo Civil em Ariquemes.

Investigação: Atinge a alta cúpula de gestão da Assembleia Legislativa em processo Civil em Ariquemes.



Porto Velho RO - Um escândalo envolvendo altos funcionários da Assembleia Legislativa de Rondônia, membros das famílias Gago e Redano, e uma rede de supostas falsificações documentais veio à tona por meio de uma denúncia do Ministério Público. O caso, que se arrasta por mais de seis anos, aponta para um esquema sofisticado de tomada de controle de uma associação pré-existente – originalmente ligada a um vereador – e desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

De acordo com depoimentos vazados e trechos da denúncia do Ministério Público, o esquema começou quando a associação "Sol Nascente" – que havia sido criada pelo vereador Tibério, mas permanecia inativa foi ilegalmente assumida por indivíduos que hoje estão ligados à Assembleia Legislativa. 

Os novos diretores da associação Sol Nascente, incluindo membros da família Gago e assessores ligados à alta administração da Assembleia Legislativa Rondônia, teriam usado cartas de renúncia falsificadas para remover a diretoria original. Os ex-diretores, ao serem ouvidos pelos promotores, negaram veementemente terem renunciado e afirmaram que as assinaturas nos documentos não eram suas.

"A associação só existia no papel. Não funcionava", declarou uma testemunha. A mãe de um dos acusados, identificado como "Gago" (atual secretaria geral da AssembleiaLegislativa), teria dito aos investigadores que não sabia de nada sobre a entidade e que seu filho era vendedor carro – uma aparente tentativa de desviar suspeitas. O Ministério Público citou esse depoimento como evidência de que a associação era mera fachada, usada para canalizar recursos.

A investigação revela que a tomada de controle da Associação foi orquestrada por Rogério Gago e Luciano, ambos assessores de confiança da influente família Redano. Usando documentos falsificados, eles reconstituíram a diretoria da associação, instalando seus próprios indicados – incluindo o atual diretor administrativo da Assembleia Legislativa – para controlar o fluxo do dinheiro das emendas. "Eles omitiram os nomes dos diretores anteriores, falsificaram as renúncias e forjaram toda a substituição", afirma a denúncia.

O que torna o caso particularmente alarmante é o envolvimento institucional das pessoas denunciados neste processo Civil: o presidente da Assembleia Legislativa, o diretor administrativo e o diretor-geral são todos implicados na denúncia. 

O Ministério Público reuniu provas de uma falsificação sistemática de documentos, incluindo a criação de atas e cartas de renúncia falsas, todas com o objetivo de dar ao grupo Redano o controle sobre a associação e, consequentemente, sobre verbas públicas.

"Nao são vozes da minha cabeça – são investigações do Ministério Público", disse Rubens Coutinho jornalista  vem denunciando o caso. "O processo já tem seis anos e meio. Está na hora de a justiça ser feita."

O escândalo levantou sérias questões sobre a fiscalização de emendas parlamentares e o uso de organizações da sociedade civil de fachada para desviar dinheiro público. A Assembleia Legislativa ainda não emitiu nota oficial sobre o envolvimento dos investigados na alta cúpula da casa,  nessa Acao Civil que ocorre no Município de Ariquemes, mas as alegações, se comprovadas, podem levar a acusações criminais por peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

Enquanto o caso finalmente caminha para julgamento, a população de Rondônia se pergunta há quanto tempo esquemas como esse operam sob o radar – e quem mais pode estar envolvido.

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Fonte: Redação Site Eletrônico Portal364 



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