Eleições 2026: Hildon Chaves se filia ao União Brasil e anuncia chapa puro-sangue para o governo de Rondônia

Eleições 2026: Hildon Chaves se filia ao União Brasil e anuncia chapa puro-sangue para o governo de Rondônia

Eleições 2026: Hildon Chaves se filia ao União Brasil e anuncia chapa puro-sangue para o governo de Rondônia


Porto Velho, RO - O ex-prefeito de Porto Velho oficializou sua saída do PSDB e agora é pré-candidato ao governo do estado; o deputado Cirone Deiró será o vice na chapa.

Em um movimento que promete movimentar o tabuleiro político de Rondônia, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, anunciou nesta quarta-feira (19) sua desfiliação do PSDB e filiação ao União Brasil. A mudança de legenda já vem acompanhada de uma estratégia ousada: Hildon é agora pré-candidato a governador e terá como companheiro de chapa o deputado estadual Cirone Deiró, natural de Cacoal.

A nova legenda e a estratégia eleitoral

O União Brasil no estado é comandado pela família Gonçalves, tendo como um de seus principais nomes o deputado federal Júlio Gonçalves, além do grupo do deputado federal Maurício Carvalho. O partido faz parte de uma federação partidária com o Progressistas (PP), o que fortalece a nova base do ex-prefeito.

Mas a grande "sacada" da campanha, como apontam analistas, foi a escolha do vice. Ao buscar o deputado Cirone Deiró em Cacoal, a chapa busca equilibrar a força eleitoral. Enquanto Hildon Chaves tem uma trajetória consolidada na capital, com alta aprovação após dois mandatos como prefeito de Porto Velho, Cirone é uma figura respeitada e com grande capital político na região de Cacoal, terra do prefeito Adailton Fúria.

"O Hildon sai do PSDB e chega ao União Brasil com a missão de unir o eleitorado da capital com o interior. O Cirone Deiró é um nome estratégico para fortalecer a chapa no bolsão de Cacoal e no vale do Jamari", comentam bastidores da política local.

O cenário das pré-candidaturas em Rondônia

Com a oficialização da chapa Hildon-Cirone, o estado já conta com três grandes nomes na disputa pelo Palácio Rio Madeira:

1. Hildon Chaves (União Brasil): Ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos, deixa a prefeitura com alta popularidade e agora busca o governo do estado. Seu vice é o deputado Cirone Deiró.

2. Marcos Rogério (PL): O senador é o nome apoiado pela família Bolsonaro em Rondônia. No último final de semana, o ex-presidenciável Flávio Bolsonaro esteve no estado para alavancar a pré-campanha do candidato.

3. Adailton Fúria (PSD): Atual prefeito de Cacoal, Fúria é o nome apoiado pelo atual governador Marcos Rocha e pelo ex-senador Expedito Júnior. Fúria é reconhecido pelo trabalho à frente da prefeitura de Cacoal e tenta transferir sua boa gestão para o cenário estadual.

A reviravolta do PT e as alianças "tudo junto e misturado"

O cenário político em Rondônia também é marcado por reviravoltas e alianças inusitadas. O PT estadual anunciou na noite de ontem o nome de Expedito Neto como seu pré-candidato a governador. A situação chama a atenção, uma vez que Expedito Neto, filho do ex-senador Expedito Júnior, votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e já chamou o partido de "corrupto" no passado.

O anúncio contou com a presença do ex-ministro José Dirceu, que já cumpriu pena na Papuda, gerando ainda mais polêmica nos bastidores.

Além disso, a relação entre os grupos políticos demonstra o quanto as alianças são voláteis. O ex-senador Expedito Júnior, que hoje apoia a pré-candidatura de Adailton Fúria, já foi alvo de constrangimento público pelo atual governador Marcos Rocha. Em 2018, durante um debate televisionado, Rocha levou um credor de Expedito até a emissora, num episódio que marcou a política local. Hoje, os dois caminham juntos na mesma base de apoio.

Análise: "Este barco é pequeno e vai gente demais"

A frase de uma música infantil, lembrada pelo comentarista, parece resumir o sentimento de parte do eleitorado: "Este barco é pequeno e vai gente demais, ele vai afundar". Com tantas alianças e coligações que misturam antigos aliados e desafetos de outrora, a pergunta que fica é: qual será a capacidade de navegação desses grupos até outubro de 2026?

A chapa Hildon-Cirone surge como mais uma peça nesse complexo xadrez político, prometendo uma disputa acirrada e cheia de reviravoltas em Rondônia.

Fonte: Site eletrônico Observador 
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