Paciente de 70 anos teria ficado apenas com roupão hospitalar após sair da Sala Vermelha, segundo familiares (Fotos Divulgação)
Porto Velho (RO) – A falta de comunicação no Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, gerou revolta e preocupação em familiares de um paciente idoso de 70 anos, internado com problemas cardíacos.
De acordo com o relato da família, o paciente deu entrada na unidade e permaneceu na Sala Vermelha, setor destinado a casos graves. Os parentes afirmam que receberam a informação de que seriam avisados assim que ele fosse transferido para outra ala, para que pudessem levar roupas e organizar a presença de um acompanhante.
No entanto, segundo os familiares, o contato não aconteceu.
Transferência sem aviso prévio
Quando chegaram ao hospital, já no horário de visita, os parentes descobriram que o idoso havia sido transferido para a Ala 3. A mudança, conforme a família, ocorreu sem qualquer comunicação oficial por parte do Serviço Social da unidade.
A ausência de aviso impediu que providências básicas fossem tomadas a tempo, como:
Levar roupas pessoais para o paciente;
Garantir a presença de um acompanhante;
Oferecer apoio emocional após a transferência de setor.
Ainda segundo os familiares, desde as 22h do dia anterior o paciente teria permanecido sem acompanhante e utilizando apenas o roupão hospitalar, situação considerada constrangedora e desconfortável.
Direito ao acompanhante é garantido por lei
O direito à presença de acompanhante para pacientes idosos é assegurado pelo Estatuto do Idoso, especialmente em casos de internação hospitalar e quando o paciente se encontra em condição clínica delicada.
Para especialistas em saúde pública, a comunicação eficiente entre hospital e família faz parte do atendimento humanizado e contribui para a recuperação do paciente. A falta de informação pode gerar insegurança, sofrimento emocional e sensação de abandono.
Família cobra explicações
A família afirma que não questiona a necessidade da transferência do paciente, mas sim a ausência de comunicação prévia, que teria impedido qualquer organização para garantir conforto e suporte adequado ao idoso.
O caso levanta questionamentos sobre o fluxo interno de comunicação da unidade hospitalar e o papel do Serviço Social na mediação entre equipe médica e familiares.
Até o momento, a direção do Hospital João Paulo II não se manifestou oficialmente sobre o episódio.
Fonte: Site Eletrônico Portal364