O "Dia D" em Rondônia: Marcos Rocha fica, mas o tabuleiro de 2026 muda

O "Dia D" em Rondônia: Marcos Rocha fica, mas o tabuleiro de 2026 muda


PORTO VELHO, RO – O cenário político rondoniense vive dias de tensão e cálculos precisos. O ponto de inflexão é o próximo dia 4 de abril, data que marca a saída compulsória de secretários e ocupantes de cargos comissionados que pretendem disputar as eleições deste ano. No entanto, a peça mais importante do tabuleiro decidiu não se mover: o governador Marcos Rocha (PSD) confirmou que não renunciará ao cargo.

A Permanência de Marcos Rocha e o "Fator Vice"

Ao contrário do que indicavam pesquisas iniciais, que o colocavam como favorito para o Senado, Rocha optou por concluir seu mandato até 2027. A decisão é amplamente vista como um movimento de autodefesa política. O governador estaria rompido com seu vice, Sérgio Gonçalves, e a entrega do comando do estado a um adversário — que teria a máquina pública nas mãos para influenciar a própria sucessão — foi considerada um risco alto demais.

O Fim do "Projeto Luana Rocha"

​A primeira-dama está nos bastidores como um dos nomes mais fortes para uma vaga de Deputada Federal. Com o capital político acumulado em anos de assistência social, sua eleição é considerada "favas contadas".

​No entanto, a legislação eleitoral brasileira (Art. 14, § 7º da Constituição) é implacável: o cônjuge de quem ocupa o cargo de Governador é inelegível na mesma jurisdição, a menos que já seja titular de mandato. Se Marcos Rocha confirmar no dia 04 abril por não renunciar para disputar o Senado, ele bloquea juridicamente a entrada de sua esposa na disputa de outubro.

A Ascensão de Adailton Fúria

Com Rocha fora da disputa direta pelo senado o nome de Adailton Fúria (PSD), atual prefeito de Cacoal, ganha musculatura com a máquinapública ao seu favor. Fúria é o candidato escolhido pelo governador para representar o grupo situacionista.

■ O Desafio: Fúria terá que equilibrar o apoio da máquina com o desgaste natural de uma gestão de oito anos, enfrentando críticas em áreas sensíveis como Saúde e Segurança Pública.

Reformulação no Secretariado e Cargos Comissionados

A partir de abril, o governo Rocha passará por uma "limpeza forçada". A saída de secretários-candidatos abrirá espaço para indicações do PSD e partidos aliados.

■ Nota de Alerta: A mudança gera apreensão nos bastidores. Centenas de cargos comissionados — os chamados "CDS" — estão em jogo. A reacomodação dessas forças é vital para garantir o apoio político necessário a Adailton Fúria no interior do estado.

O Papel da Mídia e a "Resenha Política"


O debate tem sido alimentado por figuras como o jornalista Robson Oliveira, cuja coluna "Resenha Política" tornou-se leitura obrigatória. A análise de Oliveira destaca que a mudança no governo não é apenas administrativa, mas uma operação de guerra para consolidar o nome de Fúria frente a outros fortes candidatos, como o senador Marcos Rogério (PL) e o ex prefeito de Porto Velho Hildon Chaves.

Fonte Site eletrônico Portal364
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