PORTO VELHO, RO – Na política, como no xadrez, a antecipação é a alma da vitória. Em Rondônia, o tabuleiro das eleições de 2026 começa a ferver, e o prefeito de Porto Velho, Leo Moraes (Podemos), ocupa a posição de "Grande Mestre". No entanto, os analistas alertam: um movimento precipitado agora pode gerar um efeito bumerangue que mudará o destino da capital daqui a dois anos.
A pergunta que ecoa nos bastidores do Prédio do Relógio e da Assembleia Legislativa é clara: Leo Moraes sabe jogar xadrez?
A jogada de 2026: O peso da escolha
O favoritismo de Hildon Chaves (UB) ao Governo do Estado é um fato que ninguém ignora. Com a chapa consolidada ao lado de Cirone Deiró, Hildon assiste de camarote à fragmentação da oposição e da base governista.
O "curinga" da vez é o empresário Marcio Barreto, tio de Leo Moraes. Se Leo decidir mover essa peça para o palanque de Adailton Furia (PSD) ou Marcos Rogério (PL), ele poderá equilibrar o jogo e forçar um segundo turno.
O risco do efeito bumerangue: O cenário de 2028
O xadrez político, porém, não termina em 2026. Se Leo Moraes errar na estratégia e permitir que Hildon Chaves saia derrotado da disputa estadual, ele poderá estar criando seu maior pesadelo para a reeleição.
Fontes consultadas pela nossa reportagem apontam um cenário audacioso: caso Hildon não logre êxito na corrida ao Palácio Rio Madeira, o atual prefeito da capital ficará "livre" no mercado político. Sem o cargo de governador, o caminho natural de Hildon seria a tentativa de retornar ao comando da Prefeitura de Porto Velho em 2028.
■ "Se Léo Moraes mexer a pedra errada agora e 'ferir' Hildon sem tirá-lo do jogo, ele pode estar pavimentando o retorno de seu antecessor para um confronto direto pela prefeitura daqui a dois anos", é a análise desse portal notícias que acompanha os bastidores da politica.
Os Três Movimentos Críticos de Leo Moraes
■ Aliança com a Situação (PSD): Fortalece Adailton Furia e tenta isolar Hildon, mas corre o risco de ser engolido pela máquina estadual.
■ Aliança com Marcos Rogério (PL): Une a força da direita radical, mas enfrenta a alta rejeição do senador, o que pode beneficiar Hildon no segundo turno através do "não voto".
■ Aposta na Neutralidade: Mantém seu capital político intacto para 2028, mas perde a chance de ser o "kingmaker" (fazedor de reis) em 2026.
O ônus de quem detém o tabuleiro
Leo Moraes provou ser um estrategista nato ao vencer as eleições municipais de 2024 contra as máquinas estadual e municipal unidas. Agora, o desafio é maior. Ele precisa decidir se joga para ganhar o estado em 2026 ou se joga para proteger seu território em 2028.
No xadrez de Rondônia, uma peça mal posicionada hoje pode significar o "xeque-mate" de amanhã. A decisão sobre o destino de Marcio Barreto dirá muito sobre o quão longe Leo Moraes enxerga no tabuleiro.
Fonte: Redacao do Portal364
