Ponte Bate Estaca: Quando a oposição deixa de fiscalizar e passa a prejudicar: obra em tempo recorde vira alvo de críticas mesmo após fim do isolamento

Ponte Bate Estaca: Quando a oposição deixa de fiscalizar e passa a prejudicar: obra em tempo recorde vira alvo de críticas mesmo após fim do isolamento

“Enquanto moradores celebram o fim do isolamento, oposição mantém críticas a projeto que encerrou anos de espera na Estrada de Santo Antônio.”


Estrutura foi entregue em fase final, mas vereador de oposição critica serviço; reflexão: quando a cobrança vira obstrução?

PORTO VELHO RO - A nova ponte sobre o Igarapé Bate Estaca, na Estrada de Santo Antônio, em Porto Velho, entrou na fase final de execução e já restabeleceu o acesso à comunidade que ficou isolada após o rompimento da via durante o período de fortes chuvas no mes de Fevereiro. A obra, feita com recursos próprios da prefeitura e projeto desenvolvido por servidores municipais, foi executada em tempo recorde — mas nem isso foi suficiente para evitar um novo capítulo da tensão política entre o executivo e o vereador de oposição .

Enquanto moradores comemoram o fim do isolamento e o retorno do abastecimento de água tratada à região, o vereador mais ferrenho na oposiçao na camera municipal de Porto Velho classificou a obra como "insuficiente" e voltou a criticar a administração do prefeito Léo Moraes. Em entrevista, o parlamentar afirmou que a ponte "até resolve o problema do momento, mas não atende às necessidades estruturais da população" — uma declaração que contrasta com o laudo técnico da própria prefeitura e com a avaliação de engenheiros independentes que acompanharam a obra.

"O vereador de oposição cobrou durante alguns dias uma solução definitiva. A prefeitura apresentou projeto, executou com agilidade e tirou as famílias do isolamento. Agora, o mesmo vereador diz que não está satisfeito. Fica a pergunta: o que ele quer, de fato? Solucionar o problema ou criar problema para a solução?", questionou o prefeito Léo Moraes, durante vistoria na ponte.

Obra técnica, crítica política



A nova estrutura foi planejada para ser definitiva, com passarela para pedestres e ciclistas, reparos no asfalto e dutos para abastecimento de água em parceria com a Caerd. Diferente de intervenções anteriores no mesmo ponto — que já havia cedido outras vezes —, a ponte foi dimensionada para suportar o período de cheia e o fluxo intenso de veículos, já que o local é o principal acesso ao maior cemitério público da cidade e ao Memorial Rondon.

No entanto, para o vereador de oposição, "faltou planejamento". Ele alega que a prefeitura deveria ter antecipado o problema, ignorando que as chuvas atípicas dos últimos meses agravaram uma situação herdada de gestões anteriores. A crítica se mantém mesmo diante dos fatos: a ponte já está em uso, o isolamento acabou e os serviços de água foram restabelecidos.

Reflexão: quando a política de oposição perde o sentido

O episódio da Ponte Bate Estaca escancara um fenômeno recorrente na política local: a oposição que cobra, cobra, cobra — mas, quando a resposta vem, recusa-se a reconhecer o avanço. Mais do que isso: tenta desqualificar a entrega, muitas vezes com argumentos que beiram o descabimento técnico.

Não se trata de defender o governo ou a oposição. Trata-se de perguntar: qual o papel esperado de um vereador? Cobrar com rigor, sim. Fiscalizar sem trégua, também. Mas quando o serviço é executado com celeridade, recurso próprio e solução definitiva, a crítica pelo simples fato de ser oposição deixa de ser fiscalização e vira obstrução política.

Moradores da Estrada de Santo Antônio ouvidos pela reportagem demonstraram alívio com a entrega. Dona Maria, que vive há 20 anos na região, resume o sentimento de quem realmente depende da ponte:

"Aqui quase virou ilha. Agora a gente passa tranquilo. Político que fala mal devia vir morar um dia sem ponte pra ver o que é ruim de verdade."

A Ponte Bate Estaca está de pé. O isolamento acabou. Resta saber se a oposição vai conseguir enxergar a obra além do embate político — ou se continuará presa na armadilha de criticar por criticar, perdendo de vista o que realmente importa: a vida de quem esperou anos por uma solução.

Nota da redação: Este artigo é uma reflexão sobre o papel da oposição construtiva versus oposição sistemática, a partir de um caso real de infraestrutura em Porto Velho. 
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