PORTO VELHO RO - A Páscoa, para além de suas origens religiosas, consolidou-se como um símbolo universal de renovação, afeto e, sobretudo, amor ao próximo. É um momento em que se espera, no mínimo, empatia — especialmente em eventos voltados ao público infantil, como a festa promovida no Parque da Cidade, em Porto Velho.
O vídeo que circula neste fim de semana expõe uma situação desconfortável: o vereador Marcos Combate, ao ser questionado de forma pacífica por uma mãe sobre críticas que fazia à iniciativa, reagiu com aspereza e desproporção. A mulher, que apenas pedia mais respeito à atividade das crianças, ainda ofereceu um bombom ao parlamentar — um gesto que tentava suavizar o diálogo. A resposta, porém, foi de irritação e afastamento.
Eventos públicos de Páscoa não são palco natural para embates políticos acalorados. Crianças observam, famílias participam e o ambiente exige leveza, cordialidade e bom senso. Criticar políticas públicas é legítimo e necessário, mas a forma, o tom e o momento fazem toda a diferença. Quando a crítica se sobrepõe ao respeito básico ao cidadão — especialmente uma mãe que apenas defende o direito dos filhos a um momento lúdico — perde-se a essência do debate democrático.
A Páscoa nos convida a gestos simples: partilhar, escutar, respeitar. O bombom oferecido pela mãe ao vereador era mais do que um doce; era um convite ao diálogo respeitoso. A reação recebida, infelizmente, foi o oposto.
Que este episódio sirva de reflexão para todos os agentes públicos: o direito à crítica não anula o dever da civilidade. E em dias como a Páscoa, mais do que nunca, o amor ao próximo deveria pautar cada palavra e cada atitude.
Fonte: Portal 36
