Dados parciais mostram redução nos registros de Influenza, Covid-19 e outros vírus respiratórios entre janeiro e setembro. Dados apontam uma redução no número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Porto Velho (Foto: Semusa)
Os dados epidemiológicos parciais da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam uma redução no número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Porto Velho. No levantamento que compreende o período de 1º de janeiro a 5 de setembro, no comparativo com o mesmo intervalo de 2025, as internações por Influenza caíram de 113 para 51 casos, enquanto os registros de hospitalização por Covid-19 passaram de 62 para 20. A diminuição também foi observada nas internações por outros vírus respiratórios, que caíram de 271 para 160 casos, e por outros agentes etiológicos, de 58 para 3. Já os atendimentos graves por agentes não especificados registraram estabilidade com variação de 292 para 304 ocorrências.
O prefeito Léo Moraes destaca a importância do acompanhamento dos indicadores e da prevenção para proteger a população, especialmente durante o período de estiagem. "A redução nas internações é um resultado positivo, mas não significa que podemos baixar a guarda. Estamos fortalecendo o monitoramento e as ações de saúde para garantir atendimento à população, principalmente às crianças, aos idosos e às pessoas mais vulneráveis. A prevenção e o cuidado precisam continuar presentes no dia a dia", afirmou o prefeito.
Atendimentos graves por agentes não especificados registraram estabilidade com variação de 292 para 304 ocorrênciasA secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, ressalta a importância do acompanhamento constante dos indicadores para a gestão e esclarece o fluxo de registro das ocorrências. "Acompanhamos de perto os indicadores para orientar nossas ações de saúde. Na Atenção Básica, nas nossas UBS e USF, os atendimentos para quadros leves ocorrem diariamente e são registrados diretamente no prontuário individual do paciente. O monitoramento epidemiológico consolidado, no entanto, é focado nas notificações compulsórias dos casos graves que exigem hospitalização. Por isso, mesmo com a queda nas internações, a rede permanece em alerta e estruturada para acolher a população", explicou a secretária.
Apesar da diminuição nos indicadores de internação, o período de seca e fumaça exige a manutenção de cuidados preventivos contra problemas respiratórios diários, como tosse seca, crises alérgicas e irritações nas vias aéreas. A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, destaca o papel das notificações e o acompanhamento do cenário no município. "O monitoramento epidemiológico dos agravos de notificação compulsória é o que nos permite mapear a circulação viral e o impacto real dos casos graves no sistema de saúde. Paralelamente, mantemos o acompanhamento das condições meteorológicas e da qualidade do ar para emitir alertas precoces e orientar a comunidade sobre a redução dos riscos", pontuou a diretora.
Semusa orienta que, em casos de sintomas leves de desconforto respiratório ou alergias, o cidadão procure a Unidade Básica de Saúde mais próximaAlém da vigilância contínua na zona urbana, a Semusa desenvolve ações de mapeamento de riscos e diagnóstico da segurança hídrica nas comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e na área rural de Porto Velho. As equipes de saúde também atuam na orientação direta da população sobre medidas de proteção individual, incluindo reforço na hidratação, uso de umidificadores ou toalhas úmidas em ambientes fechados e atenção redobrada com crianças e idosos.
A Semusa orienta que, em casos de sintomas leves de desconforto respiratório ou alergias, o cidadão procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Os serviços de urgência e emergência (UPAs) devem ser acionados prioritariamente em situações de maior gravidade, como falta de ar intensa e febre alta persistente.
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Texto: Taiana Mendonça
Edição: Secom
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)