Governador Marcos Rocha deixa o União Brasil e se filia ao PSD, partido da base de apoio a Lula

Governador Marcos Rocha deixa o União Brasil e se filia ao PSD, partido da base de apoio a Lula

Marcos Rocha rompe com a direita e se abriga no PSD, aliado de Lula

Porto Velho RO - A política de Rondônia foi sacudida nesta semana com a confirmação de que o governador Marcos Rocha deixou o União Brasil e assumiu o controle estadual do PSD, partido que integra oficialmente a base de apoio do presidente Lula em nível nacional. A movimentação, tratada por aliados como “reorganização partidária”, foi recebida por grande parte da opinião pública e do eleitorado conservador como uma guinada ideológica disfarçada de articulação eleitoral.

Eleito com forte apoio do campo da direita e do eleitorado conservador, Marcos Rocha sempre construiu sua imagem pública associada a pautas que dialogavam com esse segmento. No entanto, a mudança de legenda escancara uma contradição que já vinha sendo apontada por críticos desde o início do mandato: a convivência pacífica — e muitas vezes estratégica — com militantes e quadros ligados à esquerda dentro do próprio governo.

Ao longo dos últimos anos, secretarias e cargos estratégicos foram ocupados por nomes alinhados a agendas progressistas, muitos deles críticos ferrenhos de lideranças da direita rondoniense, sem que houvesse qualquer reação pública do governador. Pelo contrário: esses ataques ocorreram de forma recorrente, com o silêncio e o consentimento do chefe do Executivo, alimentando a percepção de que o discurso conservador sempre foi mais retórico do que prático.

A filiação ao PSD apenas consolida esse caminho. O partido, que hoje atua como um dos principais sustentáculos políticos do governo Lula no Congresso Nacional, abriga figuras históricas da centro-esquerda e mantém alianças estratégicas com o PT em diversos estados. Em Rondônia, a sigla já articula a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, ao governo estadual, além de uma chapa proporcional robusta, revelando que a decisão de Marcos Rocha vai muito além de uma simples troca partidária: trata-se de um reposicionamento claro no tabuleiro político.

Outro ponto que chama atenção é o momento da mudança. A chamada “reviravolta” ocorre logo após a saída de Expedito Netto do PSD para o PT, reforçando a tese de que o governador busca manter influência e controle político em qualquer cenário, mesmo que isso signifique se aproximar de campos ideológicos que sempre disse combater.

Para críticos, Marcos Rocha abandona definitivamente o discurso que o elegeu e aposta em uma engenharia política pragmática, priorizando sobrevivência e poder, ainda que isso custe a confiança de uma parcela significativa do eleitorado. Nas redes sociais, a reação foi imediata: comentários críticos, acusações de traição política e revolta popular dominaram publicações sobre o tema, refletindo o sentimento de frustração de quem acreditou em um governo alinhado à direita.

A decisão levanta uma pergunta inevitável: Marcos Rocha sempre foi um governador de direita ou apenas utilizou esse discurso como trampolim eleitoral? A filiação ao PSD, partido da base de Lula, parece dar uma resposta que muitos eleitores já desconfiavam, mas agora veem confirmada.

Fonte Redação Site Eletrônico Portal364 

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