Porto Velho Ro - A crise na saúde pública de Rondônia ganha mais um capítulo grave e revoltante. Desta vez, envolve diretamente o serviço de hemodiálise do município de Cacoal, que atende cerca de 175 pacientes da cidade e de toda a região da Zona da Mata.
De acordo com publicação feita no Instagram pelo vice-prefeito Tony Pabro, o município vem enfrentando sérias dificuldades para manter o funcionamento da unidade por causa da falta de repasses financeiros do governo estadual, comandado por Marcos Rocha.
Segundo o vice-prefeito, o Estado deveria repassar mensalmente cerca de R$ 180 mil para custeio do serviço. No entanto, o último repasse ocorreu em outubro, deixando um rastro de atrasos, insegurança e risco real de colapso no atendimento.
Serviço essencial ameaçado
A hemodiálise é um tratamento vital. Sem ela, pacientes com insuficiência renal simplesmente não sobrevivem. Mesmo diante desse cenário crítico, o município de Cacoal tem mantido a unidade funcionando com recursos próprios, enquanto o Estado permanece inadimplente.
Além da falta de dinheiro, também não estaria sendo garantido, pelo governo estadual, o atendimento de médico vascular e a realização de procedimentos como confecção de fístulas, mesmo havendo decisões judiciais que obrigam o Estado a cumprir essas responsabilidades.
Em outras palavras: o município faz sua parte, mas o governo do Estado não cumpre a dele.
O discurso da continuidade
Recentemente, em entrevista, o governador Marcos Rocha declarou que o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, é a “continuidade” de sua gestão. Fúria é filiado ao Partido Social Democrático (PSD), mesma legenda de Marcos Rocha, e surge como possível candidato ao Governo de Rondônia.
A afirmação acende um alerta vermelho.
Se a atual gestão estadual já é marcada por caos na saúde, falta de repasses, hospitais sobrecarregados e serviços essenciais ameaçados, o que significaria para a população eleger alguém que representa essa mesma continuidade?
Oito anos de desastre na saúde
Durante os oito anos de governo Marcos Rocha, Rondônia tem convivido com:
■ Hospitais superlotados
■ Falta de médicos e especialistas
■ Escassez de insumos
■ Filas intermináveis para cirurgias
■ Denúncias constantes de atrasos em pagamentos
Agora, o caso da hemodiálise de Cacoal se soma a essa longa lista.
Pergunta que não quer calar
Diante de tudo isso, fica a reflexão:
■ O povo de Rondônia quer realmente dar continuidade a uma gestão que deixa pacientes renais sem garantia de tratamento?
■ Quer um governo que atrasa repasses e empurra a responsabilidade para os municípios?
■ Ou Rondônia merece mudança, compromisso e respeito à vida?
A eleição que se aproxima não é apenas uma escolha política. É uma decisão sobre o futuro da saúde, da dignidade e da sobrevivência de milhares de rondonienses.
Que o eleitor pense, questione e escolha com consciência. Porque na urna, cada voto também decide quem vive e quem sofre.
O calote no pagamento da hemodiálise em Cacoal ocorre desde o mês de outubro. Confira os detalhes no vídeo.
Redação: Site eletrônico Portal364
