DERROTA NO STF E CONTA MILIONÁRIA: enquanto deputados perdem poder, Rondônia banca um dos Legislativos mais caros do Norte

DERROTA NO STF E CONTA MILIONÁRIA: enquanto deputados perdem poder, Rondônia banca um dos Legislativos mais caros do Norte

Cada deputado custa mais de R$ 620 mil por mês; Assembleia consome quase R$ 180 milhões por ano

Porto Velho, RO – No mesmo momento em que o Supremo Tribunal Federal caminha para derrubar a criação de novas emendas impositivas em Rondônia, expondo uma derrota política da Assembleia Legislativa, outro dado chama atenção e revolta: o custo real de cada deputado estadual já ultrapassa R$ 7,4 milhões por ano.

Ou seja, mesmo sem conseguir ampliar o poder sobre o orçamento, o Parlamento rondoniense segue como um dos mais caros do Norte do país — sustentado integralmente pelo bolso do contribuinte.

STF barra manobra e impõe freio

O ministro Dias Toffoli votou pela suspensão das emendas impositivas criadas por deputados estaduais, que pretendiam tornar obrigatórias as emendas de comissões permanentes. A Constituição Federal só reconhece como impositivas as emendas individuais e de bancada.

Na prática, o STF envia um recado direto: os deputados tentaram esticar a corda — e perderam.

O custo que ninguém quer explicar

Enquanto brigam por mais controle sobre bilhões do orçamento, os parlamentares já operam dentro de uma estrutura que assusta:

💰 Gastos médios mensais por deputado em 2025

■ Subsídio líquido: R$ 107 mil

■ Verba indenizatória: R$ 127 mil 

■Gabinete principal: R$ 125 mil 

■ Estruturas em comissões/Mesa Diretora: R$ 125 mil 

■ Chefe de gabinete: R$ 36,5 mil 

■ Subchefe: R$ 25 mil 

■ Assessores técnicos: R$ 30 mil 

■ Policiais militares cedidos: R$ 20 mil 

■ Veículos oficiais: R$ 16 mil 

■ Diárias de viagem (média): R$ 10,4 mil

Total mensal: R$ 621.916,67 por deputado

Quanto isso representa no ano?

■ Por deputado: R$ 7,46 milhões 

■ Os 24 deputados: R$ 179,1 milhões por ano

E isso sem contar emendas impositivas, gastos extraordinários da Mesa Diretora, indenizações eventuais e custos indiretos.

Turismo oficial bancado pelo povo

Somente em 2025, a Assembleia gastou cerca de R$ 3 milhões em diárias para viagens dentro e fora de Rondônia. Um valor que, dividido entre os parlamentares, representa R$ 125 mil anuais por cabeça.

Enquanto isso, hospitais enfrentam filas, escolas carecem de estrutura e estradas seguem esburacadas.

Retrato de um sistema distorcido

O contraste é brutal: 

■ Deputado custa mais de R$ 620 mil por mês 

■ Trabalhador rondoniense sobrevive, muitas vezes, com menos de um salário mínimo

A equação é simples: quanto maior o conforto do poder, menor a sobra para quem sustenta tudo.

Conclusão amarga

A tentativa de ampliar emendas impositivas fracassou no STF.
Mas o custo da classe política continua crescendo.

Em Rondônia, o problema não é falta de dinheiro.
É excesso de privilégios.

Fonte: Portal 364



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