
Porto Velho, RO – O governador Marcos Rocha (PSD) vive um dos momentos mais tensos de sua trajetória política. Presidente estadual do partido, ele enfrenta resistência aberta dentro da própria legenda e vê explodir uma disputa interna por vagas que pode comprometer sua estratégia para 2026.
No centro da crise está o deputado estadual Laerte Gomes, que teria dado um recado direto ao governador: não aceita a entrada de novos deputados estaduais na nominata do PSD.
Nos bastidores, a frase atribuída a Laerte caiu como bomba:
“Aqui tem homem e com mandato só eu, Cássio Góes e Eyder Brasil.”
A declaração expõe um racha interno e revela que, no PSD, o clima é de guerra.
⚠️ PSD rachado e governador pressionado
Ao lado de Cássio Góes, Laerte Gomes endureceu o discurso e deixou claro que não abre espaço para novos nomes. O gesto mostra que Marcos Rocha, mesmo sendo presidente do partido, não controla totalmente a própria legenda.
Para o eleitor, o recado é claro: enquanto Rondônia enfrenta problemas em áreas como saúde, segurança e infraestrutura, a elite política está ocupada brigando por espaço e poder.
🧨 O problemão: muitos aliados, poucas vagas
Além do conflito no PSD, Marcos Rocha precisa acomodar uma tropa numerosa de aliados:
Carlos Magno, Pedro Fernandes (SINPOL), Edevaldo Neves, Nim Barroso, Jean Oliveira, Cirone Deiró, Ismael Crispin, Delegado Lucas, Dr. Luiz Hospital, entre outros.
Sem espaço suficiente, a solução passa a ser empurrar aliados para outras siglas como PRD, Novo e até o quase extinto DC.
É o famoso “salve-se quem puder”.
💰 Por que ninguém quer largar o osso?
Ser deputado estadual hoje é um dos cargos mais cobiçados da política:
■ Cerca de R$ 21 milhões em emendas por mandato
■ Gabinetes com dezenas de assessores
■Estrutura que pode ultrapassar R$ 100 mil mensais
■ Centenas de cargos diretos e indiretos
Enquanto isso, um deputado custa à Assembleia Legislativa quase R$ 700 mil por mês.
Com tanto dinheiro e poder em jogo, ninguém aceita abrir mão da vaga.
📉 Eleição mais cara, disputa mais cruel
Em 2022, apenas 45 candidatos a deputado estadual ultrapassaram 5 mil votos, entre mais de 600 concorrentes. Para 2026, a projeção é de cerca de 300 candidatos, com partidos despreparados para formar novas lideranças.
Resultado:
■ Falta candidato “escadinha”
■ Campanhas mais caras !
■ Briga interna maior
■ Traições e rachas inevitáveis
♟️ Xadrez político que pode explodir
Marcos Rocha tenta costurar, negociar e reorganizar o tabuleiro. Mas enfrenta um cenário clássico da política:
Muito cacique, pouco índio.
Laerte Gomes segue irredutível. E o governador, acuado.
Para o eleitor, fica a reflexão:
👉 Enquanto políticos brigam por vagas, quem defende o povo?
👉 Quem resolve os problemas reais do Estado?
Na política de Rondônia, uma regra nunca muda:
Quem não acomoda, racha.
E quem racha, paga nas urnas.
Fonte O observador