MPRO recomenda ao DER maior controle no uso de maquinário estadual em municípios

MPRO recomenda ao DER maior controle no uso de maquinário estadual em municípios


Medida busca prevenir desvio de finalidade e reforçar os princípios de legalidade, transparência e impessoalidade na atuação administrativa(Fotos Divulgação)

Porto Velho, RO - O Ministério Público de Rondônia (MPRO) expediu recomendação ao Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes do Estado de Rondônia (DER/RO) para que adote regras mais rigorosas e padronizadas no uso de maquinário estadual em áreas de competência municipal. A atuação ocorre no âmbito de Procedimento Administrativo conduzido pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Velho, após denúncia de possíveis irregularidades e desvio de finalidade na utilização de equipamentos públicos.

A recomendação foi assinada pelo Promotor de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães, responsável pelo caso, e tem como base apuração relacionada ao uso de maquinário do DER/RO em estradas vicinais do município de Colorado do Oeste antes da formalização de convênio. Segundo informações prestadas pela autarquia, a atuação teria ocorrido em caráter emergencial, mediante solicitação do município.

Prevenção
Para o MPRO, ainda que situações emergenciais possam justificar atuação excepcional do Poder Público, a ausência de formalização prévia gera riscos jurídicos e dúvidas quanto à regularidade administrativa. A recomendação orienta que o DER/RO se abstenha de executar serviços em áreas municipais sem convênio ou instrumento jurídico equivalente, salvo em situações emergenciais comprovadas.

O documento também estabelece que, mesmo em casos excepcionais, deve haver motivação formal detalhada, com descrição da urgência, do local atendido, do maquinário utilizado, da equipe envolvida e comunicação imediata à Direção-Geral, com registro em processo administrativo próprio.

Padronização
Entre as providências recomendadas, estão a proibição permanente de atendimento a pedidos informais, a exigência de processo administrativo prévio para qualquer serviço, a criação de protocolo interno padronizado para cooperação intergovernamental e a determinação para que todas as solicitações sejam registradas formalmente, independentemente da origem da solicitação.

O Promotor de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães destacou que “a recomendação não parte da presunção de má-fé, mas da necessidade de proteger o patrimônio público e os próprios gestores e servidores. A formalização é o que garante transparência, controle e segurança jurídica, além de impedir que ações administrativas bem-intencionadas sejam interpretadas como favorecimento ou desvio de finalidade”.

O DER/RO deve informar à Promotoria de Justiça quais providências foram adotadas ou programadas para o cumprimento da recomendação. O MPRO alertou que o não atendimento pode resultar na adoção de outras medidas legais para correção das irregularidades apontadas.

Direito protegido

A atuação do MPRO visa defender o direito da sociedade à probidade administrativa e ao uso correto do patrimônio público. Ao recomendar a adoção de regras claras e transparentes, o Ministério Público atua de forma preventiva para evitar desvios de finalidade, assegurar o respeito aos princípios constitucionais da administração pública e fortalecer a confiança da população na gestão dos recursos públicos.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
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