Porto Velho Ro - O cenário político de Rondônia começa a desenhar seus primeiros movimentos estratégicos para as eleições de 2026, e o foco está em uma aliança que pode unir as duas pontas do estado: a capital e o Cone Sul. As movimentações sugerem uma composição entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o atual prefeito de Vilhena, Delegado Flori, sob a bandeira do União Brasil.
A Força da Capital encontra o Cone Sul
Hildon Chaves não tem escondido suas pretensões. Em reuniões frequentes com a cúpula nacional do União Brasil, em São Paulo, o ex-prefeito busca não apenas uma legenda forte, mas a estrutura necessária para disputar o Palácio Rio Madeira.
No entanto, para vencer no estado, é preciso romper a barreira da capital. É aí que entra o Delegado Flori. Consolidado como uma liderança expressiva em Vilhena, Flori traria o peso do interior para a chapa. Essa união criaria um "eixo de votos" que atravessa a BR-364, unindo os dois maiores colégios eleitorais de suas respectivas regiões.
O "Fator Léo Moraes"
A grande curiosidade dessa articulação é como ela beneficia o atual prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Embora Léo e Hildon tenham sido adversários históricos, a política é a arte da conveniência.
Para que essa aliança avance, o aval de Léo Moraes é fundamental, já que Flori é seu aliado político. O benefício para Léo seria duplo:
■ Expansão de influência: Ver um aliado (Flori) na vice-governadoria fortalece seu grupo político em todo o estado.
■ Caminho livre em 2028: O acordo passaria pela garantia de que Hildon Chaves não retornaria para disputar a prefeitura da capital daqui a quatro anos, eliminando o maior obstáculo para uma eventual reeleição de Léo.
Um jogo de xadrez antecipado
Se a chapa Hildon-Flori sair do papel, o tabuleiro rondoniense sofre uma mudança drástica. O grupo tentaria isolar adversários ao oferecer uma proposta que une experiência administrativa e o discurso de segurança pública (forte na imagem do Delegado Flori).
O que esperar agora?
As próximas semanas serão de "cafezinhos" e conversas de bastidores. O sucesso dessa aliança depende da capacidade de Hildon e Léo Moraes superarem mágoas passadas em nome de um projeto maior. Se o acordo vingar, 2026 poderá ter uma das chapas mais competitivas das últimas décadas.
Fonte: Portal 364
