Atraso milionário na saúde de Vilhena levanta suspeita de boicote político do governo Marcos Rocha

Atraso milionário na saúde de Vilhena levanta suspeita de boicote político do governo Marcos Rocha


Porto Velho RO - O não pagamento de repasses do Governo de Rondônia para a saúde de Vilhena começa a ganhar contornos que vão além de um simples problema administrativo. Nos bastidores da política, cresce a avaliação de que os atrasos podem estar ligados a um boicote velado do governo Marcos Rocha ao prefeito Flori Cordeiro, que vem sendo citado como possível pré-candidato ao Governo do Estado.

Atualmente, Vilhena acumula um passivo milionário relacionado a contratos da área da saúde, especialmente junto à Santa Casa de Chavantes, responsável pela gestão de serviços hospitalares no município.

Sem os recursos estaduais, o sistema opera no limite.

Saúde virou vitrine política

Nos últimos anos, Flori Cordeiro tem apresentado a saúde lembrada como um dos principais pilares de sua gestão, apostando em investimentos, ampliação de atendimentos e fortalecimento da rede municipal como vitrine administrativa.

Esse protagonismo ultrapassou os limites de Vilhena e passou a projetar o nome do prefeito no cenário estadual, despertando atenção — e resistência.

Para aliados de Flori, o atraso nos repasses estaduais surge justamente no momento em que seu nome ganha força como alternativa ao Palácio Rio Madeira.

Governo estadual no centro da crise

Apesar de o Hospital Regional estar localizado em Vilhena, a unidade é de responsabilidade direta do Governo de Rondônia, que deve garantir recursos para seu funcionamento.

Adversários políticos tentam associar os problemas ao município, mas vereadores e lideranças locais rebatem: a origem da crise está no não cumprimento das obrigações financeiras por parte do Estado.

“O município faz sua parte. Quem não está pagando é o governo”, afirmou um vereador durante sessão na Câmara.

Coincidência ou estratégia?

A repetição dos atrasos, somada ao momento político, levanta uma pergunta inevitável:

o governo estaria usando a saúde como instrumento de pressão política?

Fontes ouvidas pela reportagem avaliam que enfraquecer a vitrine administrativa de Flori poderia reduzir seu capital político e dificultar um eventual projeto ao Governo do Estado.

População refém da disputa

Enquanto a briga política se intensifica, quem paga a conta é a população.

Pacientes enfrentam demora, profissionais convivem com incerteza salarial e gestores lutam para manter serviços funcionando.

A crise expõe um cenário preocupante: a saúde pública transformada em moeda de troca.

Silêncio do Palácio

Até o momento, o Governo de Rondônia não apresentou cronograma claro para quitação dos débitos.

O silêncio reforça as desconfianças e aumenta a pressão sobre o governador Marcos Rocha.

Se confirmada a motivação política, o caso pode ganhar dimensão estadual e até judicial.

Fonte: Portal 364

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