Atualmente, Vilhena acumula um passivo milionário relacionado a contratos da área da saúde, especialmente junto à Santa Casa de Chavantes, responsável pela gestão de serviços hospitalares no município.
Sem os recursos estaduais, o sistema opera no limite.
Saúde virou vitrine política
Nos últimos anos, Flori Cordeiro tem apresentado a saúde lembrada como um dos principais pilares de sua gestão, apostando em investimentos, ampliação de atendimentos e fortalecimento da rede municipal como vitrine administrativa.
Esse protagonismo ultrapassou os limites de Vilhena e passou a projetar o nome do prefeito no cenário estadual, despertando atenção — e resistência.
Para aliados de Flori, o atraso nos repasses estaduais surge justamente no momento em que seu nome ganha força como alternativa ao Palácio Rio Madeira.
Governo estadual no centro da crise
Apesar de o Hospital Regional estar localizado em Vilhena, a unidade é de responsabilidade direta do Governo de Rondônia, que deve garantir recursos para seu funcionamento.
Adversários políticos tentam associar os problemas ao município, mas vereadores e lideranças locais rebatem: a origem da crise está no não cumprimento das obrigações financeiras por parte do Estado.
“O município faz sua parte. Quem não está pagando é o governo”, afirmou um vereador durante sessão na Câmara.
Coincidência ou estratégia?
A repetição dos atrasos, somada ao momento político, levanta uma pergunta inevitável:
o governo estaria usando a saúde como instrumento de pressão política?
Fontes ouvidas pela reportagem avaliam que enfraquecer a vitrine administrativa de Flori poderia reduzir seu capital político e dificultar um eventual projeto ao Governo do Estado.
População refém da disputa
Enquanto a briga política se intensifica, quem paga a conta é a população.
Pacientes enfrentam demora, profissionais convivem com incerteza salarial e gestores lutam para manter serviços funcionando.
A crise expõe um cenário preocupante: a saúde pública transformada em moeda de troca.
Silêncio do Palácio
Até o momento, o Governo de Rondônia não apresentou cronograma claro para quitação dos débitos.
O silêncio reforça as desconfianças e aumenta a pressão sobre o governador Marcos Rocha.
Se confirmada a motivação política, o caso pode ganhar dimensão estadual e até judicial.
Fonte: Portal 364
