Escândalo em Cacoal: Denúncia aponta que 100% dos ônibus escolares vistoriados foram reprovados

Escândalo em Cacoal: Denúncia aponta que 100% dos ônibus escolares vistoriados foram reprovados

Crianças em risco no transporte escolar de Cacoal

PORTO VELHO RO - Uma denúncia anônima protocolada no MP sob. nº 20260312041 aponta que 100% dos ônibus escolares vistoriados foram reprovados e traz à tona uma situação alarmante no município de Cacoal, em Rondônia. 

Segundo o documento, o transporte escolar da rede municipal opera sob condições de alto risco, colocando a vida de crianças e adolescentes em perigo diariamente.

Os relatos indicam que a frota pública está circulando sem a vistoria semestral obrigatória e sem a devida autorização do DETRAN. 

O cenário fica ainda mais grave com os dados apresentados: dos 90 ônibus que prestam serviço na cidade, apenas 11 compareceram à inspeção no primeiro semestre de 2026. O resultado? Todos os 11 veículos foram reprovados por irregularidades graves.

Falhas mecânicas e pneus carecas entre os principais problemas listados na denúncia, destacam-se:
 ■ Falhas críticas no sistema de freios;
 ■ Pneus sem condições de uso (carecas);
 ■ Cintos de segurança quebrados ou inexistentes;
 ■ Falta de equipamentos obrigatórios de sinalização.

Motoristas relataram estar sob pressão para conduzir os veículos mesmo cientes das irregularidades, sob risco de multas e perda da CNH.

Suposta interferência política e perseguição

O ponto mais polêmico da denúncia envolve o prefeito Adailton Furia. O texto alega que, após as reprovações dos veículos, teria ocorrido uma interferência política junto ao órgão de trânsito.

O servidor do CIRETRAN de Cacoal, Fabrício Marques da Silva Santos, responsável pela fiscalização rigorosa, teria sido removido do cargo após exigir a regularização da frota. 

Em seu lugar, teria sido colocado um substituto com o objetivo de "facilitar" as aprovações, mesmo sem os reparos necessários.

O que diz a lei?

Especialistas jurídicos citados no documento reforçam que a situação configura, em tese, Improbidade Administrativa e Crime de Perigo para a Vida ou Saúde de Outrem. A pena para esses casos pode variar de detenção de 3 meses a 1 ano, além da perda da função pública e suspensão de direitos políticos do gestor.

A denúncia foi apresentada de forma anônima por receio de retaliação e pede a abertura imediata de procedimento investigatório pelos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

Fonte Site eletrônico Portal364 
Postagem Anterior Próxima Postagem