Rondônia em ebulição: Hildon Chaves avança, Marcos Rogério reage e Lubiana vira peça-chave nos bastidores

Rondônia em ebulição: Hildon Chaves avança, Marcos Rogério reage e Lubiana vira peça-chave nos bastidores


RONDÔNIA EM EBULIÇÃO: HILDON AVANÇA, MARCOS ROGÉRIO REAGE E LUBIANA VIRA PEÇA-CHAVE NOS BASTIDORES

Porto Velho, RO - A política de Rondônia voltou ao seu estado natural: intensa, barulhenta e cheia de movimentos calculados. Nos bastidores, não há cadeira vazia — todo mundo já sentou à mesa, e alguns já estão jogando pesado. No centro desse tabuleiro, o ex-prefeito Hildon Chaves surge com fôlego renovado e uma disposição que lembra início de campanha, não ensaio.

HILDON EM CAMPO E COM ESTRUTURA PRONTA

Fora do PSDB e agora ancorado em uma aliança que envolve União Brasil, Progressistas e o Republicanos, Hildon não perdeu tempo. Montou um arco político competitivo, daqueles que dão sustentação real a uma candidatura ao governo.
E não é só discurso: é movimento. Já está rodando o estado, conversando, aparecendo — fazendo política como se fazia antes das redes sociais dominarem tudo, olho no olho e pé na estrada. Em Cacoal, esteve ao lado de Cirone Deiró, hoje seu pré-candidato a vice, consolidando uma parceria que mexe diretamente nas estruturas locais.
Nos bastidores, a engrenagem já está montada: marqueteiro praticamente fechado, equipe digital ativa (sem nunca ter sido desmontada) e uma agenda de entrevistas sendo desenhada. Hildon entra no jogo com algo que poucos têm: continuidade estratégica.

Na composição majoritária, já articula dois nomes ao Senado: Sílvia Cristina e Mariana Carvalho — ampliando o alcance político e fortalecendo o projeto.

MARCOS ROGÉRIO NÃO FICA PARA TRÁS

Do outro lado, o senador Marcos Rogério mostra que não pretende assistir ao jogo. Em Ji-Paraná, lançou sua pré-campanha com presença nacional, demonstrando força e articulação.
A estratégia é conhecida — e eficaz: resgatar o plano de governo de 2022, reforçar entregas e apresentar uma imagem de experiência. Nada de reinventar a roda; a ideia é mostrar consistência.
Mas é no marketing que entra um dos personagens mais interessantes — e controversos — dessa disputa: Alessandro Lubiana.

ALESSANDRO LUBIANA: O OPERADOR QUE TRANSITA ENTRE PODER, MÍDIA E ESTRATÉGIA

Nos bastidores, poucos nomes despertam tanta curiosidade quanto Alessandro Lubiana. Jornalista de origem, estrategista por vocação e operador político por evolução natural, Lubiana construiu um caminho que mistura comunicação, poder e influência.
Hoje à frente do DECOM da Assembleia Legislativa de Rondônia, ligado ao presidente Alex Redano, ele se consolidou como um dos principais nomes do marketing político no estado. Não apenas pela técnica, mas pela leitura de cenário — algo que, em campanha, vale ouro.
Lubiana é conhecido por atuar onde a eleição realmente acontece: na narrativa. Trabalha imagem, constrói discurso, define timing. Não é apenas publicidade, é estratégia eleitoral pura.

Mas sua trajetória também carrega elementos que alimentam os bastidores. O próprio Lubiana já expôs às autoridades informações sobre sua evolução patrimonial — uma ascensão que chama atenção no meio político e midiático. Hoje, leva uma vida de alto padrão, com viagens frequentes, imóveis de alto valor e hábitos que o colocam na prateleira dos chamados “novos ricos” da política regional.
E há ainda o fator histórico: Lubiana e Marcos Rogério vêm de uma relação antiga, lá dos tempos em que o senador era repórter em Ji-Paraná e ele atuava como cinegrafista. Uma parceria construída na base, longe dos holofotes — e que agora pode se reencontrar no topo do jogo político.
Se confirmada sua atuação na campanha, Marcos Rogério ganha não apenas um marqueteiro, mas alguém que conhece seus bastidores, sua trajetória e, principalmente, sua narrativa.

E na política, quem conta melhor a história costuma sair na frente.

CACOAL EM ALERTA: RACHADURAS À VISTA

Enquanto isso, em Cacoal, o clima começa a mudar. O prefeito Adailton Fúria sente o impacto direto da saída de Cirone Deiró, que agora integra o projeto de Hildon.
Não é apenas perda de aliado — é reposicionamento de forças. E, como se não bastasse, o vice-prefeito Tony Pablo começa a emitir sinais de instabilidade, indicando que o grupo pode enfrentar turbulências nos próximos meses.
Na política, quando a base treme, o topo balança.

EXPEDITO NETTO: ENTRE BRASÍLIA E O DESAFIO DE MONTAR UM PROJETO

Do lado da esquerda, Expedito Netto ainda ajusta o compasso. Em Brasília, cumpre agenda institucional, mas já prepara o retorno a Rondônia.

Sua missão é clara — e difícil: montar uma chapa competitiva em tempo curto. À frente da federação PT/PV/PCdoB, precisará estruturar candidaturas fortes para Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Sem base sólida, não há projeto que se sustente.

O JOGO ESTÁ SÓ COMEÇANDO

O cenário em Rondônia começa a ganhar forma, mas ainda está longe de se definir. Hildon avança com estrutura e ritmo. Marcos Rogério aposta em experiência e estratégia. Expedito tenta organizar seu campo.
E, nos bastidores, figuras como Alessandro Lubiana mostram que eleição não se ganha apenas no palanque — se constrói, passo a passo, nos corredores, nas decisões silenciosas e nas escolhas de quem fica por trás da cortina.
Porque, no fim das contas, a política continua sendo aquilo que sempre foi: um jogo de poder, paciência e boas histórias bem contadas.

E essa história… ainda está longe do último capítulo.

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