Mais de 60% dos governadores não poderão concorrer novamente e eleição promete virar o tabuleiro político do Brasil
Porto Velho RO - As eleições de 2026 prometem provocar um verdadeiro terremoto político no Brasil. Isso porque 18 dos 27 governadores atuais não poderão disputar novamente o cargo, abrindo espaço para uma grande disputa pelo poder nos estados.
A regra da Constituição é clara: um governador só pode se reeleger uma vez consecutiva. Depois disso, precisa deixar o cargo.
Com isso, mais de dois terços dos estados brasileiros terão novos governadores, algo que pode redesenhar completamente o mapa político do país.
Mas a mudança pode não ser tão simples quanto parece. Em muitos casos, os próprios grupos políticos que já comandam os estados tentam manter o poder colocando os vice-governadores como candidatos.
Ou seja: muda o nome, mas o grupo pode continuar no comando.
Apenas 9 governadores podem tentar mais um mandato
Entre os 27 estados, somente nove governadores estão no primeiro mandato e poderão disputar a reeleição em 2026.
Entre eles está um dos nomes mais fortes da política nacional: Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
Apesar de ser apontado como possível candidato à Presidência da República, Tarcísio já sinalizou que pode disputar novamente o governo paulista, onde aparece bem nas pesquisas.
Estados onde os governadores podem disputar novamente
■ Amapá
■ Bahia
■ Ceará
■ Mato Grosso do Sul
■ Pernambuco
■ Piauí
■ Santa Catarina
■ São Paulo
■ Sergipe
Nesses estados, a tendência é de disputa direta entre situação e oposição, mas com vantagem para quem já está no cargo.
Em 18 estados o governador sai… mas o grupo pode continuar
Nos outros 18 estados brasileiros, os governadores atuais não poderão disputar novamente.
Mas isso não significa necessariamente troca de poder.
Em 11 estados, o vice-governador aparece como o principal candidato para continuar o projeto político do atual governo.
Entre os casos mais comentados estão:
■ Rondônia: Sérgio Gonçalves pode herdar o espaço político deixado por Marcos Rocha
■ Minas Gerais: Mateus Simões surge como sucessor de Romeu Zema
■ Goiás: Daniel Vilela deve tentar manter o grupo de Ronaldo Caiado no poder
■ Rio Grande do Sul: Gabriel Souza aparece como nome da continuidade
Na prática, muitos analistas políticos avaliam que essas eleições podem manter os mesmos grupos no poder, apenas trocando os nomes nas urnas.
Estados onde a eleição promete pegar fogo
Nem todos os estados terão sucessor definido. Em vários locais, a disputa já começa a esquentar nos bastidores.
Entre os cenários mais imprevisíveis:
Minas Gerais
O senador Cleitinho aparece bem nas pesquisas e pode enfrentar o candidato da situação.
Espírito Santo
A disputa deve envolver Ricardo Ferraço, Lorenzo Pazolini e o ex-governador Paulo Hartung.
Rio de Janeiro
O prefeito Eduardo Paes aparece como favorito, enquanto a direita ainda tenta encontrar um candidato competitivo.
Paraná
O sucessor de Ratinho Júnior ainda está em aberto e pode provocar uma forte disputa interna no grupo político do governador.
Corrida presidencial pode bagunçar ainda mais o cenário
Outro fator que pode mudar completamente o jogo político é a possível candidatura de governadores à Presidência da República.
Entre os nomes que já se movimentam estão:
■ Ronaldo Caiado
■ Romeu Zema
■ Ratinho Júnior
■ Eduardo Leite
Se confirmarem candidatura, eles precisarão renunciar ao cargo até abril de 2026, o que faria com que os vice-governadores assumam o comando dos estados antes da eleição.
Essa movimentação pode acelerar ainda mais as articulações políticas.
A data que pode mudar tudo: 4 de abril de 2026
Um dos momentos mais decisivos da eleição será 4 de abril de 2026.
Essa é a data limite para governadores e prefeitos deixarem seus cargos caso queiram disputar outro posto nas eleições.
Depois desse prazo, o cenário político tende a ficar mais claro e o Brasil finalmente saberá:
● quem disputará os governos estaduais
● quais alianças serão formadas
● quem realmente entrará na corrida presidencial