PORTO VELHO RO - A dúvida que move os bastidores nestas horas finais não é sobre a filiação do governador, mas sobre um movimento muito mais delicado: a renúncia ao cargo de governador para disputar o Senado. E essa renúncia, segundo informações consolidadas nos corredores do poder, só acontecerá mediante um acordo específico com o vice-governador Sérgio Gonçalves.
Com o PSD sob seu comando, Marcos Rocha já articulou a chapa federal dos seus sonhos – com sua esposa Luana Rocha e Juliana Fúria como puxadoras de voto. O que falta é a segurança política para deixar o Palácio do Governo. E essa segurança tem nome e sobrenome: Gonçalves.
O que já está resolvido: Marcos Rocha é o dono do jogo no PSD
Diferentemente de outros cenários em que governadores precisam negociar com caciques nacionais para obter espaço, Marcos Rocha já consolidou seu domínio sobre o PSD no estado.
| Situação | Status |
|---|---|
| Filição de Marcos Rocha ao PSD | ✅ Já realizada |
| Presidência estadual do PSD | ✅ Sob seu comando |
| Controle sobre a chapa de deputados federais | ✅ Garantido |
| Lançamento de Luana Rocha a deputada federal | ✅ Definido |
| Lançamento de Juliana Fúria a deputada federal | ✅ Definido |
| Lançamento de Adailton Fúria ao governo | ✅ Acertado |
O que falta, portanto, não é estrutura partidária nem definição de candidaturas. O que falta é a garantia de que, ao renunciar, o governo ficará em boas mãos – e que os Gonçalves serão sócios do projeto, não adversários.
"Marcos Rocha já fez o dever de casa. O PSD é dele. A chapa federal está montada. O que ele precisa agora é de um pacto de sangue com o vice. Sem isso, a renúncia é um risco que ele não pode correr", resume um articulador próximo ao governador.
O acordo que trava ou destrava a renúncia (menos de 5 horas para decidir)
Segundo informações já amplamente divulgadas nos bastidores, a renúncia de Marcos Rocha só se concretizará mediante duas condições irrevogáveis – e ambas dependem exclusivamente da vontade do vice-governador Sérgio Gonçalves:
1. Filiação de Sérgio Gonçalves ao PSD (ainda nestas horas finais)
O vice-governador precisa migrar para o PSD nas próximas horas. Isso dá ao governador a segurança de que, ao deixar o cargo, o Palácio do Governo ficará sob comando de um aliado do mesmo partido, garantindo:
■ Continuidade da base aliada
■ Apoio irrestrito à candidatura de Adailton Fúria ao governo
■ Não ingerência ou boicote por parte do vice
2. Indicação dos "Velhos Gonçalves" como suplentes na chapa ao Senado
O segundo ponto é ainda mais sensível. Marcos Rocha terá como suplentes em sua chapa ao Senado nomes indicados pelo clã Gonçalves – os chamados "Velhos Gonçalves", referência aos patriarcas ou figuras históricas da família política do vice-governador.
O desenho final da chapa ao Senado seria:
| Posição | Nome | Origem |
|---|---|---|
| Titular | Marcos Rocha | Governador / PSD |
| 1º suplente | Um dos "Velhos Gonçalves" | Indicação do vice |
| 2º suplente | Outro nome do clã ou aliado | Indicação do vice |
Com esse desenho, os Gonçalves deixam de ser meros coadjuvantes e passam a ter interesse direto no sucesso da campanha de Marcos Rocha ao Senado. Se o governador se eleger e, por qualquer motivo, deixar a cadeira (licença, doença, convocação para ministério ou outro cargo), a vaga será ocupada por um suplente da família.
"É a garantia que os Gonçalves pediram. Eles não aceitam sair do jogo. Com um suplente na chapa, viram sócios da candidatura ao Senado. Sem isso, não há renúncia – e Marcos Rocha continua no governo", afirma uma fonte ligada ao vice-governador.
Por que o acordo é indispensável nestas 5 horas?
Marcos Rocha já tem tudo para vencer: o partido, a chapa federal forte, o nome para o governo (Adailton Fúria) e a candidatura própria ao Senado. Mas a renúncia é um movimento de alto risco.
Sem a segurança de que o vice – que assume o cargo – será um aliado leal e sem a garantia de que a família política do vice terá participação nos frutos da eleição, a conta não fecha.
Cenários possíveis nestas horas finais:
| Cenário | Ocorre | Consequência |
|---|---|---|
| Acordo fechado | Sérgio Gonçalves filia-se ao PSD + "Velhos Gonçalves" são suplentes | ✅ Renúncia de Marcos Rocha → Candidato ao Senado → Chapa federal forte → Projeto eleitoral completo |
| Acordo não fechado | Vice não se filia ou suplência não é definida | ❌ Marcos Rocha desiste da renúncia → Permanece no governo → Senado fica para outro ciclo → Projeto do PSD fica pela metade |
A chapa federal que já é realidade: Luana Rocha e Juliana Fúria
Enquanto o acordo político é costurado às pressas, o PSD – sob comando de Marcos Rocha – já tem na mesa um trunfo eleitoral consistente. Com a entrada de Luana Rocha (45 a 60 mil votos) e Juliana Fúria (40 a 45 mil votos) na chapa de deputados federais, a legenda transformou uma candidatura frágil em uma máquina de votos.
O coeficiente eleitoral de 108 mil votos (registrado em 2022) agora é perfeitamente alcançável:
| Cenário | Votos Luana | Votos Juliana | Outros | Total | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|
| Moderado | 52 mil | 42 mil | 35 mil | 129 mil | ✅ 1 deputada eleita |
| Otimista | 60 mil | 45 mil | 40 mil | 145 mil | ✅ ✅ 2 deputadas eleitas |
Sem as duas, a chapa não convence. Com as duas – e com o PSD já estruturado – o partido tem chance real de bancada federal.
O papel de cada uma na estratégia do governador
Luana Rocha: a herdeira natural do governo
Primeira-dama do estado, Luana Rocha carrega o sobrenome do governador e tem acesso direto à estrutura política montada por Marcos Rocha. Prefeitos, vereadores e lideranças regionais que orbitam o atual governo veem nela a continuidade natural de um projeto. Seu campo de atuação abrange especialmente as bases mais fiéis ao governador.
Juliana Fúria: o elo com a nova frente
Esposa de Adailton Fúria – lançado pelo PSD ao governo do estado – Juliana representa a ponte entre a atual gestão e o futuro projeto político. Enquanto Adailton percorre o estado construindo o palanque majoritário, Juliana consolida o voto proporcional. Sua vantagem está na capilaridade geográfica: onde o candidato ao governo tem força, ela herda estrutura, tempo de TV e articulação local.
O que acontece nas próximas horas
A expectativa nos corredores do poder é de uma movimentação intensas, reuniões de última hora e decisões de impacto histórico. Três movimentos são esperados:
● Confirmação da filiação de Sérgio Gonçalves ao PSD – a grande moeda de troca.
● Definição nominal dos "Velhos Gonçalves" como suplentes – a garantia familiar.
● Anúncio da renúncia de Marcos Rocha – imediatamente após o acordo, mas com a janela já garantindo as filiações.
Se o pacto se confirmar, o governador deixará o cargo, Adailton Fúria será lançado ao governo, Luana Rocha e Juliana Fúria disputarão a Câmara dos Deputados, e os "Velhos Gonçalves" ocuparão a suplência ao Senado.
"Marcos Rocha já tem o partido. Já tem a chapa. Já tem os votos projetados. Só falta o 'sim' do vice. É agora ou nunca. Menos de cinco horas para decidir", resume um analista político que acompanha a negociação minuto a minuto.
Conclusão: o fim da janela definirá o futuro do estado
Faltam menos de cinco horas. A política estadual está à beira de uma reconfiguração completa ou de uma frustração de última hora. Tudo depende de um punhado de telefonemas, assinaturas e acenos.
Diferentemente do que se imaginava, Marcos Rocha não precisa se filiar. Ele já é PSD. Ele já preside o partido. Ele já montou a chapa dos sonhos.
O que ele precisa é de um acordo com Sérgio Gonçalves – filiação do vice ao PSD e suplência dos "Velhos Gonçalves" ao Senado. Essa é a chave que destrava a renúncia.
Sem ele, o governador fica. Com ele, o tabuleiro vira – e Marcos Rocha se lança ao Senado com o partido nas mãos, a esposa na Câmara, a aliada Juliana Fúria na chapa federal e o sucessor Adailton Fúria no caminho para o governo.
As próximas horas dirão se a contagem regressiva termina com um anúncio histórico ou com o silêncio de uma oportunidade perdida.
Fonte: Redaçao site Portal364