Economia brasileira resiste, mas inflação e guerra no Oriente Médio acendem alerta



PORTO VELHO RO - A economia brasileira apresenta sinais mistos. Por um lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 1,9% em 2026, impulsionado pela alta das commodities, como o petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio. Por outro, a atividade econômica mostrou desaceleração: o IBC-Br, prévia do PIB, cresceu 0,6% em fevereiro, abaixo do mês anterior, ainda sem os efeitos do conflito.

A guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,88% em março, a maior alta em cerca de um ano, com impactos em transportes e alimentos. O Banco Central iniciou um ciclo de corte de juros em março, reduzindo a Selic para 14,75% ao ano, mas adotou cautela diante do "forte aumento da incerteza" externa.

O desempenho da economia impacta diretamente o cenário eleitoral. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico no segundo turno (40% a 42%), com o pré-candidato do PL numericamente à frente pela primeira vez. A piora na percepção da economia, pressionada pelo preço dos alimentos e pelo endividamento das famílias, é um dos fatores que explicam o cenário.

Fonte: Portal 364
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