Eleições 2026: Quem tem o grupo político mais forte na disputa pelo Governo de Rondônia


PORTO VELHO RO - A corrida pelo Palácio Rio Madeira em 2026 já começou nos bastidores. Mais do que carisma ou propostas, o que costuma decidir uma eleição em Rondônia é a força do grupo político: o apoio de prefeitos, a bancada de deputados e o peso das siglas partidárias.
Atualmente, quatro nomes lideram as discussões: Marcos Rogério (PL)Adailton Fúria (PSD)Hildon Chaves (União Brasil) e Expedito Neto (PT). Mas qual deles entra na disputa com a "máquina" mais azeitada? Confira nossa análise detalhada.

1. Marcos Rogério (PL): A força da oposição e do "Bolsonarismo"
O senador Marcos Rogério é, hoje, o nome que ostenta a estrutura de oposição mais robusta do estado. Após quase vencer em 2022, ele manteve sua base aquecida.
Trunfo Nacional: Conta com o apoio direto de Jair Bolsonaro e a estrutura financeira do PL, o maior partido do Congresso.
Capilaridade uma bancada fiel de deputados estaduais e federais, garantindo tempo de TV e recursos.
Votos Consolidados: Carrega o capital político de 415 mil votos da última eleição.
Análise: É o grupo mais consolidado ideologicamente. Sua estrutura de campanha é considerada "pronta", com forte presença nas redes sociais e no interior.

2. Adailton Fúria (PSD): O herdeiro da máquina estadual
Ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria surge como o nome da continuidade. Ele conta com o apoio do atual governador, Marcos Rocha, e a força do PSD.
Poder da Máquina: Tem a seu favor a estrutura da administração estadual, o que facilita alianças com prefeitos que dependem de convênios.
Fenômeno no Interior: Sua votação histórica em Cacoal (mais de 80%) o projeta como uma liderança forte no interior e no Cone Sul.
Arco de Alianças: Já articula um bloco sólido com partidos como Avante e PRD.
Análise: Politicamente, é o grupo mais influente no dia a dia administrativo. O desafio será desassociar sua imagem de eventuais desgastes do atual governo.

3. Hildon Chaves (União Brasil): O líder da Capital em busca do Interior
Após oito anos à frente da Prefeitura de Porto Velho, Hildon Chaves tenta nacionalizar seu nome, agora filiado ao União Brasil.
Domínio na Capital: É o candidato com maior recall na Grande Porto Velho, onde sua gestão é bem avaliada.
Partido de Peso: O União Brasil oferece uma estrutura partidária gigante, mas Hildon ainda trabalha para "entrar" com força no interior do estado.
Momento de Transição: Sua mudança de partido em março de 2026 indica que ele ainda está costurando seu novo grupo político.
Análise: É um grupo em fase de expansão. Tem o "ouro" (os votos da capital), mas precisa conquistar as lideranças do agronegócio e do interior para ser competitivo no estado todo.

4. Expedito Neto (PT): O desafio da Esquerda em solo conservador
A entrada de Expedito Neto no PT mudou o tabuleiro. Vindo de uma trajetória de centro, ele tenta ser a ponte entre o Governo Federal e Rondônia.
Padrinho de Peso: Sua maior força é o apoio do Presidente Lula e o acesso aos ministérios em Brasília.
Base em Reconstrução: O PT rondoniense saiu enfraquecido das eleições municipais de 2024, sem prefeituras de peso, o que limita a capilaridade de Neto.
Dificuldade de Penetração: Em um estado majoritariamente conservador, o grupo de Expedito enfrenta barreiras ideológicas severas.
Análise: Atualmente, é o grupo político mais frágil em termos de estrutura local. Dependerá quase que exclusivamente do desempenho do Governo Federal para ganhar fôlego.

Conclusão

A disputa de 2026 em Rondônia será um duelo entre a força ideológica (Marcos Rogério) contra o peso da máquina pública (Adailton Fúria), com Hildon Chaves correndo por fora para tentar quebrar essa polarização através da força da capital. Para Expedito Neto, a missão será o "replantio" da esquerda no estado.

E para você, qual desses grupos tem mais chance de governar Rondônia a partir de 2027?

Fonte Redação Site Portal 364






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