Centrão ainda não declara voto, mas movimentos no Congresso preocupam o Planalto
PORTO VELHO RO – A indefinição do Centrão para a disputa presidencial de 2026 tem mantido o Palácio do Planalto em estado de alerta. Nos bastidores, a avaliação é que legendas como PP e União Brasil estão cada vez mais próximas de apoiar o nome de Flávio Bolsonaro (PL), mas ainda não há uma decisão fechada.
O sinal de alerta mais recente veio do Congresso Nacional. A rejeição ao nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) foi lida pelo governo como um gesto de independência – e possível aproximação – das chamadas "siglas do Centrão".
O papel de Davi Alcolumbre
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é visto por aliados e adversários como peça central nesse movimento. Embora ele negue articular qualquer reposicionamento político, lideranças do governo avaliam que sua influência tem peso decisivo nas decisões do bloco.
Caso PP e União Brasil fechem apoio a Flávio Bolsonaro, o impacto prático seria imediato: o candidato do PL herdaria mais recursos do fundo eleitoral e tempo maior de propaganda no rádio e na televisão do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Governo entre a retaliação e a governabilidade
A possível migração do Centrão coloca Lula em uma situação delicada. Entre auxiliares próximos, há duas visões opostas:
· Retaliação: parte dos aliados defende apoiar a criação de uma CPI do Banco Master como forma de pressionar a liderança do Legislativo.
· Conciliação: outro grupo lembra que o governo depende do Senado para aprovar pautas importantes, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
Aliados de Alcolumbre já sinalizaram que o senador não deve obstruir essas votações – ao menos por enquanto.
Centrão deve repetir papel de fiel da balança
Historicamente, o Centrão costuma esperar o desenrolar das eleições para apoiar quem oferecer melhores condições de governabilidade e vantagens políticas. Analistas apontam que, mais uma vez, o bloco deve usar sua força no Congresso para negociar benefícios com os candidatos mais competitivos.
Por ora, a mensagem que fica é clara: o Planalto segue em alerta, e nenhum lado pode dar como certa a aliança do Centrão na sucessão presidencial.
Fonte. Redação Portal364
