PORTO VELHO RO - O cenário político de Rondônia esquentou com uma denúncia grave de desvio de dinheiro público. O advogado e ativista Caetano Netto acusa o deputado federal Dr. Fernando Máximo (União Brasil/RO) de manter "funcionários fantasmas" em seu gabinete — pessoas que recebem salários da Câmara dos Deputados sem de fato trabalhar.
O caso envolve parentes e aliados de um conhecido político do cone sul do estado, o ex-vereador de Vilhena, Dhonatan Pagani (PL).
Os Dois Casos Denunciados
A denúncia aponta o favorecimento de duas pessoas ligadas ao ex-vereador:
1. A companheira (Exonerada após pressão)
Quem é: Emanuelle Gerhardt de Oliveira, companheira do ex-vereador Dhonatan Pagani.
O cargo: Estava nomeada como Secretária Parlamentar desde 2023, recebendo R$ 3.543,44 mensais (somando salário e auxílios).
Desfecho: Após a denúncia do advogado repercutir no programa "Informa na Hora", em Porto Velho, Emanuelle foi exonerada do cargo em 11 de junho de 2024 para estancar a crise.
2. O irmão (Ainda no gabinete)
Quem é: Flávio Júnior Pagani Vieira, irmão do ex-vereador.
A acusação: Mora em um setor de chácaras em Vilhena e, segundo o denunciante, não presta nenhum tipo de assessoria real ao deputado em Brasília.
O salário: Ele já passou por diferentes níveis no gabinete (SP25, SP16 e SP08). Dependendo do cargo ocupado, o salário pode chegar a R$ 23 mil mensais. O advogado suspeita que esse dinheiro seja usado em um esquema de "rachadinha" (repasses a terceiros ou ao próprio parlamentar).
Resumo das Peças-Chave
O quadro abaixo resume de forma simples quem é quem e a situação atual do caso:
Personagem Papel no Caso Situação Atual
Dr. Fernando Máximo Deputado Federal (União/RO) e pré-candidato ao Senado. Nega as acusações.
Caetano Netto Advogado e ativista político que fez a denúncia. Promete levar o caso ao MPF e à Câmara.
Emanuelle Gerhardt Companheira do ex-vereador Dhonatan Pagani. Exonerada em junho de 2024.
Flávio Pagani Jr. Irmão do ex-vereador Dhonatan Pagani. Ativo no gabinete (salário de até R$ 23 mil).
O Histórico e os Próximos Passos
Há um clima de forte rivalidade entre o denunciante e o deputado. Pouco antes dessa denúncia, em junho de 2024, Caetano Netto foi condenado pela Justiça a pagar R$ 4 mil em indenização por danos morais a Fernando Máximo, após acusá-lo de compra de votos sem provas em uma entrevista de rádio.
Agora, o advogado promete formalizar a nova acusação de servidores fantasmas em Brasília, acionando diretamente:
1. O Ministério Público Federal (MPF) (para investigação criminal).
2. A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados (para apuração de quebra de decoro).
Fonte: Caetano Neto.
