Porto Velho RO - A Copa do Mundo de 2026 caminha a passos largos para se consolidar como o maior evento de apostas da história da humanidade, com projeções apontando uma movimentação de mais de US$ 50 bilhões globalmente.
São US$ 15 bilhões a mais do que o registrado na Copa do Catar, impulsionados pelo novo formato de 48 seleções — que adicionou 40 partidas ao calendário — e pela liberação das apostas em grande parte dos EUA.
No Polymarket, o mercado para adivinhar o campeão do mundo já acumulou US$ 1,8 bilhão, ficando atrás apenas das eleições americanas
.
A polêmica da vez na CazéTV
Aqui no Brasil, esse $$$ todo ligou o sinal de alerta e colocou a CazéTV no centro de um debate nacional. Detentora dos direitos digitais de todos os 104 jogos, o canal virou alvo
de duras críticas pela presença de publicidade de casas de apostas.
Parte do público reclama principalmente de narradores e comentaristas sugerindo palpites e divulgando odds em tempo real — um formato que não é tão comum acontecer em outros veículos —, apontando que o modelo normaliza e estimula o vício.
A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal para tentar proibir que comentaristas esportivos façam propaganda de bets durante as transmissões ao vivo. O MPF abriu investigação por possível publicidade abusiva.
Por outro lado, o próprio Cazé veio a público se pronunciar dizendo que o mercado de direitos esportivos de transmissão é inflacionado e que parcerias comerciais pesadas, como as bets, são o único meio de garantir uma transmissão 100% gratuita.
NEGÓCIOS
Uma empresa de colchões foi condenada por… ter homens na liderança

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu manter a condenação de R$ 300 mil contra a fabricante de colchões Ortobom. O motivo? A ausência total de mulheres nos 24 cargos de gerência na unidade de Arapongas, no Paraná.
A Ortobom já havia sido condenada pelo tribunal regional, mas acabou recorrendo da decisão. Para a Corte do TST, a empresa não apresentou uma boa justificativa para ter apenas homens na liderança.
Curiosamente, o cargo de CEO, o mais alto da companhia, é ocupado por uma mulher, Carolina Pires, desde o final de 2025.
Por que isso importa? A decisão abre um precedente importante no país ao punir uma grande marca com base na chamada "discriminação estrutural". Isso significa que a Justiça não precisou de uma denúncia individual ou de uma prova explícita de machismo para condenar a empresa.
A legislação brasileira proíbe qualquer diferença de critérios de contratação e promoção por motivo de gênero. Na prática, a empresa precisa provar que os processos de seleção são neutros — algo que, segundo o TST, a Ortobom não conseguiu.
Zoom out: No Brasil, cerca de 17,4% das empresas tem mulheres na presidência. Já ao redor do mundo, a média de mulheres no cargo de CEO das grandes corporações globais é de apenas 6%. O Tribunal que condenou a empresa possui 7 das 27 vagas ocupadas por uma mulher.
MUNDO
O crescimento econômico do Japão é um alerta?

Aparentemente, a economia japonesa está voltando a crescer, o que pode diminuir o investimento vindo do Japão para o restante do mundo. Antes de te explicar como isso pode acontecer, precisamos de um pouco de contexto:
O Japão, durante muito tempo, teve uma taxa de juros muito baixa. Esse cenário possibilitava investidores a pegar dinheiro japonês emprestado e usá-lo para investir em outros países a taxas maiores. Essa dinâmica é chamada de carry-trade.
Porém… Nesta semana, a divulgação dos PMIs — indicador de atividade econômica de um país com base em um levantamento com empresas privadas — indicou um crescimento mais forte do Japão. No PMI composto, a pontuação ficou assim:
Japão: 54,9
EUA: 52,2
Zona do Euro: 49,5 (índice abaixo de 50 indica retração)
Mas como esse crescimento pode afetar o restante do mundo? Basicamente, com a economia japonesa crescendo, o governo japonês começou a elevar a taxa de juros, que chegou a 1%, para frear a inflação.
Pense que, no geral, uma economia crescendo significa mais demanda por consumo de produtos, o que tende a elevar preços (inflação). Para controlar esse processo, o governo encarece o empréstimo de dinheiro subindo os juros, desestimulando o consumo.
O número ainda é modesto, mas pode indicar uma recuperação econômica mais ampla com novos aumentos dos juros. Se isso acontecer, os investidores podem deixar de fazer essa operação, o que diminuiria o investimento no restante do mundo.
Na prática, o Japão passou anos com a sua economia previsível e esses investimentos ajudaram a financiar muitos países, inclusive o Brasil. Agora, o mercado pode enfrentar um cenário mais dinâmico e desafiador.
ECONOMIA
O brasileiro está menos pobre?
A parcela da população brasileira nas classes D/E caiu para 19,4% em 2025 e atingiu o menor nível desde 2012. Isso significa que cerca de 41 milhões de brasileiros vivem em domicílios com renda de até R$ 760 por pessoa.
Por que isso aconteceu? Os dois principais fatores apontados como responsáveis pela queda são a melhora no mercado de trabalho e os programas de transferência de riqueza, como o Bolsa Família.
Apesar do crescimento, essa ascensão pode ter acontecido de forma frágil.
Na prática, muitas pessoas não conseguiram acumular patrimônio suficiente para sustentar essa melhora de forma independente. Esse grupo ainda fica sujeito aos auxílios do governo e à taxa de juros, por exemplo.
Em meio a esse cenário, a diferença de renda média por pessoa é expressiva: nas classes D/E fica em R$ 453, enquanto na classe A fica em R$ 14.214 — 31x maior.

Enquanto isso…
A maior parte da população brasileira (56%) está agrupada na classe C (C1 e C2). A renda média por pessoa ficou em R$ 1.921 para a C1 e R$ 1.104 para a C2 em 2025. O principal vetor de melhora foi o mercado de trabalho, que conseguiu absorver boa parte dos trabalhadores pouco escolarizados.
No fundo, houve uma ascensão das classes mais baixas, mas que ainda precisam ser validadas com o tempo e com os diferentes cenários econômicos.
TENDÊNCIA
A geração TikTok quer voltar para 2005

A cena de um jovem com um fone de fio e um livro na mão está se tornando, ou melhor, voltando a ser cada vez mais comum. Entre a Gen Z, os fones bluetooth e os livros digitais estão dando espaço para velhos conhecidos: suas versões “analógicas”.
️ No último ano, a venda de fones com fio voltou a crescer após cinco anos de queda contínua.
No mesmo período, as vendas de livros impressos registraram alta de 6,5%, contrariando previsões de que o digital dominaria completamente esse mercado.
Por que voltar ao passado?
Nostalgia. Parte da resposta está na nostalgia. Em uma época marcada por inteligência artificial e algoritmos, livros físicos e fones com fio remetem a uma rotina menos acelerada. Para você ter uma ideia, 50% da geração Z diz sentir nostalgia por mídias mais antigas.
Cultura wellness. A busca por momentos offline e uma rotina fora das telas casa com a experiência sensorial oferecida pelos analógicos. Os livros físicos te afastam das notificações, enquanto os fones com fio não tem bateria, pareamento ou atualizações.
Status. Em um mundo onde músicas, filmes e livros podem ser acessados instantaneamente, possuir objetos físicos voltou a funcionar como forma de expressão pessoal. Uma estante cheia de livros ou um fone visível no metrô comunicam gostos, hábitos e identidade.
Preço. Em um mercado que tecnologia custa cada vez mais, itens mais baratos ganham espaço. A escolha vem com um discurso de rejeição à necessidade de transformar cada aspecto da vida em um gadget conectado.
Então o tech flopou? Pode parecer contraditório, mas os fones bluetooth responderam por 65% da receita do mercado, enquanto e-books seguem sendo uma parcela relevante do universo editorial. O que chama atenção é mais o retorno de produtos que pareciam destinados a desaparecer.
A polêmica da vez na CazéTV
Aqui no Brasil, esse $$$ todo ligou o sinal de alerta e colocou a CazéTV no centro de um debate nacional. Detentora dos direitos digitais de todos os 104 jogos, o canal virou alvo
de duras críticas pela presença de publicidade de casas de apostas.
Parte do público reclama principalmente de narradores e comentaristas sugerindo palpites e divulgando odds em tempo real — um formato que não é tão comum acontecer em outros veículos —, apontando que o modelo normaliza e estimula o vício.
A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal para tentar proibir que comentaristas esportivos façam propaganda de bets durante as transmissões ao vivo. O MPF abriu investigação por possível publicidade abusiva.
Por outro lado, o próprio Cazé veio a público se pronunciar dizendo que o mercado de direitos esportivos de transmissão é inflacionado e que parcerias comerciais pesadas, como as bets, são o único meio de garantir uma transmissão 100% gratuita.
NEGÓCIOS
Uma empresa de colchões foi condenada por… ter homens na liderança

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu manter a condenação de R$ 300 mil contra a fabricante de colchões Ortobom. O motivo? A ausência total de mulheres nos 24 cargos de gerência na unidade de Arapongas, no Paraná.
A Ortobom já havia sido condenada pelo tribunal regional, mas acabou recorrendo da decisão. Para a Corte do TST, a empresa não apresentou uma boa justificativa para ter apenas homens na liderança.
Curiosamente, o cargo de CEO, o mais alto da companhia, é ocupado por uma mulher, Carolina Pires, desde o final de 2025.
Por que isso importa? A decisão abre um precedente importante no país ao punir uma grande marca com base na chamada "discriminação estrutural". Isso significa que a Justiça não precisou de uma denúncia individual ou de uma prova explícita de machismo para condenar a empresa.
A legislação brasileira proíbe qualquer diferença de critérios de contratação e promoção por motivo de gênero. Na prática, a empresa precisa provar que os processos de seleção são neutros — algo que, segundo o TST, a Ortobom não conseguiu.
Zoom out: No Brasil, cerca de 17,4% das empresas tem mulheres na presidência. Já ao redor do mundo, a média de mulheres no cargo de CEO das grandes corporações globais é de apenas 6%. O Tribunal que condenou a empresa possui 7 das 27 vagas ocupadas por uma mulher.
MUNDO
O crescimento econômico do Japão é um alerta?

Aparentemente, a economia japonesa está voltando a crescer, o que pode diminuir o investimento vindo do Japão para o restante do mundo. Antes de te explicar como isso pode acontecer, precisamos de um pouco de contexto:
O Japão, durante muito tempo, teve uma taxa de juros muito baixa. Esse cenário possibilitava investidores a pegar dinheiro japonês emprestado e usá-lo para investir em outros países a taxas maiores. Essa dinâmica é chamada de carry-trade.Porém… Nesta semana, a divulgação dos PMIs — indicador de atividade econômica de um país com base em um levantamento com empresas privadas — indicou um crescimento mais forte do Japão. No PMI composto, a pontuação ficou assim:
Japão: 54,9
EUA: 52,2
Zona do Euro: 49,5 (índice abaixo de 50 indica retração)Mas como esse crescimento pode afetar o restante do mundo? Basicamente, com a economia japonesa crescendo, o governo japonês começou a elevar a taxa de juros, que chegou a 1%, para frear a inflação.
Pense que, no geral, uma economia crescendo significa mais demanda por consumo de produtos, o que tende a elevar preços (inflação). Para controlar esse processo, o governo encarece o empréstimo de dinheiro subindo os juros, desestimulando o consumo.
O número ainda é modesto, mas pode indicar uma recuperação econômica mais ampla com novos aumentos dos juros. Se isso acontecer, os investidores podem deixar de fazer essa operação, o que diminuiria o investimento no restante do mundo.
Na prática, o Japão passou anos com a sua economia previsível e esses investimentos ajudaram a financiar muitos países, inclusive o Brasil. Agora, o mercado pode enfrentar um cenário mais dinâmico e desafiador.
ECONOMIA
O brasileiro está menos pobre?
A parcela da população brasileira nas classes D/E caiu para 19,4% em 2025 e atingiu o menor nível desde 2012. Isso significa que cerca de 41 milhões de brasileiros vivem em domicílios com renda de até R$ 760 por pessoa.
Por que isso aconteceu? Os dois principais fatores apontados como responsáveis pela queda são a melhora no mercado de trabalho e os programas de transferência de riqueza, como o Bolsa Família.
Apesar do crescimento, essa ascensão pode ter acontecido de forma frágil.
Na prática, muitas pessoas não conseguiram acumular patrimônio suficiente para sustentar essa melhora de forma independente. Esse grupo ainda fica sujeito aos auxílios do governo e à taxa de juros, por exemplo.
Em meio a esse cenário, a diferença de renda média por pessoa é expressiva: nas classes D/E fica em R$ 453, enquanto na classe A fica em R$ 14.214 — 31x maior.

Enquanto isso…
A maior parte da população brasileira (56%) está agrupada na classe C (C1 e C2). A renda média por pessoa ficou em R$ 1.921 para a C1 e R$ 1.104 para a C2 em 2025. O principal vetor de melhora foi o mercado de trabalho, que conseguiu absorver boa parte dos trabalhadores pouco escolarizados.
No fundo, houve uma ascensão das classes mais baixas, mas que ainda precisam ser validadas com o tempo e com os diferentes cenários econômicos.
TENDÊNCIA
A geração TikTok quer voltar para 2005

A cena de um jovem com um fone de fio e um livro na mão está se tornando, ou melhor, voltando a ser cada vez mais comum. Entre a Gen Z, os fones bluetooth e os livros digitais estão dando espaço para velhos conhecidos: suas versões “analógicas”.
️ No último ano, a venda de fones com fio voltou a crescer após cinco anos de queda contínua.
No mesmo período, as vendas de livros impressos registraram alta de 6,5%, contrariando previsões de que o digital dominaria completamente esse mercado.Por que voltar ao passado?
Nostalgia. Parte da resposta está na nostalgia. Em uma época marcada por inteligência artificial e algoritmos, livros físicos e fones com fio remetem a uma rotina menos acelerada. Para você ter uma ideia, 50% da geração Z diz sentir nostalgia por mídias mais antigas.
Cultura wellness. A busca por momentos offline e uma rotina fora das telas casa com a experiência sensorial oferecida pelos analógicos. Os livros físicos te afastam das notificações, enquanto os fones com fio não tem bateria, pareamento ou atualizações.
Status. Em um mundo onde músicas, filmes e livros podem ser acessados instantaneamente, possuir objetos físicos voltou a funcionar como forma de expressão pessoal. Uma estante cheia de livros ou um fone visível no metrô comunicam gostos, hábitos e identidade.
Preço. Em um mercado que tecnologia custa cada vez mais, itens mais baratos ganham espaço. A escolha vem com um discurso de rejeição à necessidade de transformar cada aspecto da vida em um gadget conectado.
Então o tech flopou? Pode parecer contraditório, mas os fones bluetooth responderam por 65% da receita do mercado, enquanto e-books seguem sendo uma parcela relevante do universo editorial. O que chama atenção é mais o retorno de produtos que pareciam destinados a desaparecer.
fonte: The News