Panorama Global: Tarifas dos EUA ameaçam o Brasil, crise no Oriente Médio e avanço histórico contra o câncer


BRASIL

O clima nas Américas não está dos melhores

(Imagem: Ricardo Stuckert | Presidência da República)

Depois do Escritório Comercial dos EUA propor as tarifas de 25% sobre pouco mais de um quarto das importações do Brasil, a discussão entre as principais figuras políticas dos dois países cresceu.

Uma semana após sua ida a Washington, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou na manhã de ontem que pediu explicitamente para o presidente americano não taxar as empresas brasileiras

● Algumas horas depois, Trump postou uma foto com Flávio em suas redes sociais, elogiando o senador.

Do outro lado, Lula criticou Flávio, associando o senador à nova possível taxação. O petista o chamou de imbecil, traidor e disse que, “por muito menos, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”. Na verdade, o próprio Tiradentes foi quem morreu dessa forma.

● Após essa fala, Flávio Bolsonaro disse que vai entrar com um recurso no STF acusando o presidente de calúnia e difamação.

Lá em Washington, Marco Rubio afirmou que o Brasil não faz parte do grupo de nações amigáveis aos interesses dos EUA, nos comparando com a Venezuela. Na sequência, o presidente disse que o secretário de Estado dos EUA é inimigo de vários países latinos.

Os impactos das tarifas 💵

Ao todo, o Brasil exporta quase US$ 40 bilhões por ano para os EUA. Considerando que 21% dessas exportações seriam atingidas, o impacto seria de cerca de US$ 8 bilhões.

● Os produtos mais afetados seriam maquinários, madeira, manufaturados e produtos elétricos. Lembrando que boa parte das exportações, como café, suco de laranja, carne e soja, não entrariam na lista.

Ainda seguindo nesta linha, os EUA propuseram ontem à noite impor tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros e de outros 59 países que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Além das exportações, o Pix: A nota do governo americano afirmou que o Brasil adota práticas que restringem o comércio com os norte-americanos e prejudicam empresas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. O Planalto enxergou essa postura como uma ameaça à soberania do sistema financeiro nacional.

Agora, o governo brasileiro teria até o dia 15 de julho para negociar com os EUA, data limite para Trump aprovar ou não as sanções propostas por seu time econômico. Um grupo está sendo criado para abrir diálogo com os americanos sobre o tema.


 
MUNDO

Você já brigou com seu amigo?

(Imagem: Joe Raedle | Getty Images)

Os dois aí da foto já… O presidente Donald Trump discutiu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu por uma ligação de telefone. A razão foi a escalada dos ataques de Israel ao Líbano.

Um funcionário americano resumiu as falas de Trump da seguinte forma: "Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim (…) Todo mundo odeia Israel por causa disso.”

●  A referência à prisão está relacionada ao apoio dado pelo presidente americano no caso de julgamento por corrupção de Netanyahu.

Se você não entendeu a irritação, vamos explicar. O acordo de paz que os EUA e o Irã estão negociando envolve o fim dos combates no Líbano. Novos ataques ao país podem significar mais tempo de conflito e pressão sobre Trump e a economia americana.

Na segunda-feira, o governo iraniano chegou até a ameaçar retaliações e abandonar as negociações com os Estados Unidos.

Na conversa, Trump também teria suspendido o plano de Israel de atacar o Hezbollah na capital do Líbano, Beirute, com a suspensão de “todos os disparos” entre os israelenses e o grupo.

Depois da discussão…

🇺🇸 O presidente americano publicou que as negociações com o Irã estavam aceleradas.

🇮🇱 Israel não atacou Beirute, mas realizou novos ataques ao sul do Líbano, após acusar o Hezbollah de realizar ataques em seu território.

A nova onda de ataques israelenses provavelmente implicará em novas negociações diplomáticas, com os EUA tentando abaixar a poeira para chegar a um acordo mais rapidamente — até porque a guerra tem desgastado a popularidade de Trump.


 
APRESENTADO POR SANTANDER EMPRESAS

Ninguém sabe o peso que o empreendedor carrega em silêncio

Uma pesquisa da Harvard Business Review indica que mais de 50% dos CEOs relatam sentir-se sozinhos em suas funções. Isso se deve, principalmente, à dificuldade de compartilhar o peso das decisões e à falta de parceiros de negócios com quem se possa ter franqueza.

Pensando nisso, o Santander Empresas se uniu ao the news para saber dos nossos leitores:

Qual é a situação ou aquele dilema de bastidores que você está enfrentando hoje? Conta aqui para a gente e descubra o que outros leitores também estão passando.

 
NEGÓCIOS

O McDonald’s quer fazer um rebranding voltar ao passado

(Imagens: Google Street View)

Deixando um pouco as batatinhas de lado, o McDonald’s está focado em decifrar uma mudança drástica no comportamento dos seus consumidores. Sim, eles parecem ter percebido que a gente sente falta das cores no Méqui. (!!!)

Como você já percebeu, na última década, a maior rede de fast food do mundo adotou um visual mais clean e minimalista, se distanciando do estilo clássico dos anos 90 e 2000. Você deve lembrar que o restaurante era o destino oficial dos aniversários infantis.

Além disso, a marca percebeu que os clientes têm ficado mais exigentes. Ainda buscam os combos baratos, mas exigem uma qualidade de comida equivalente à de grandes restaurantes.

Para resolver essas duas dores de uma vez só — e reverter a queda de 10% nas ações da empresa neste ano —, o gigante dos arcos dourados anunciou a estratégia Next.



● Injetar o lado lúdico de volta ao design e promover uma grande renovação nos icônicos parquinhos para atrair as famílias novamente.

● Fazer testes de cardápio, incluindo asinhas de frango e filés empanados à mão, além de bebidas geladas coloridas e leites vegetais no McCafé.

Ainda dentro do plano, a rede vai recorrer à automação. O McDonald’s fechou uma parceria com o Google para implementar AI nos drive-thrus, com um sistema que já atinge 90% de precisão nos pedidos. A ideia é ter um Méqui mais tech, mas também mais nostálgico.


 
VARIEDADES

Você apostaria uma bebida pela vitória do seu time?

(Imagem: Getty Images)

O dono do The Jeffrey, um bar de Nova York, investiu US$ 5 mil na plataforma de mercados de previsão Kalshi apostando na vitória dos Knicks no jogo 01 da final da NBA, que acontece hoje à noite.

Até aí, nada de anormal... Mas a história fica interessante porque o bar anunciou uma promoção caso os Knicks vençam: se o time ganhar, todos os clientes bebem de graça.

É isso mesmo que você pensou. Se o resultado for positivo para o time de Nova York, o dono do bar vai usar o dinheiro ganho na aposta para literalmente bancar a promoção.

Por que isso importa: Essa é a primeira vez — ao menos documentada — que pequenos negócios usam mercados preditivos regulamentados não apenas para especular, mas para montar promoções.

No fim do dia, ele fez o que é chamado de “hedge” no mercado financeiro: apostar na queda de um ativo para equilibrar as possíveis perdas de apostar na alta de outro ativo. Entenda melhor clicando aqui.

O mercado dos mercados preditivos 📈

O volume financeiro mensal movimentado por mercados de previsão nos EUA saltou de US$ 1,2 bilhão em 2025 para US$ 24 bilhões em 2026. Esse valor supera a média mensal de US$ 14 bilhões movimentados pelas casas de apostas por lá.

Panorama: Os esportes representam cerca de 80% do volume negociado na Kalshi hoje. A plataforma fechou integrações com Robinhood, CNN e CNBC, e processou 97 milhões de transações — alta de 1.680% em relação ao ano anterior.

PS: Se você ficou curioso para saber o resultado do jogo, nas plataformas de apostas, o Knicks estava com 37% de probabilidade de levar o título, enquanto o San Antonio Spurs está com 63% de chances.



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