"Brasil em foco: STF, recordes no futebol e a mudança histórica no uso de celulares"



PORTO VELHO RO - O cenário nacional desta terça-feira, 14 de julho de 2026, é marcado por movimentações importantes no campo jurídico, transformações na economia do esporte e uma mudança comportamental no uso de dispositivos móveis por menores de idade.

Tensão entre Judiciário e Família Bolsonaro

Uma nova etapa da disputa judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi deflagrada. Moraes determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, que cumpre prisão domiciliar.

A decisão foi motivada pela leitura de uma carta do ex-presidente por parte de seu filho em uma transmissão online, na qual Bolsonaro referia-se ao senador como seu "porta-voz" e "melhor opção para a Presidência". Para o ministro, o episódio descumpriu a ordem de proibição do uso de redes sociais por parte do ex-presidente, mesmo que por intermédio de terceiros. A defesa do senador classificou a medida como inconstitucional e uma tentativa de interferência no pleito eleitoral deste ano.

Futebol brasileiro: Exportação recorde e reestruturação

O futebol nacional vive um momento de destaque financeiro. Em 2025, a venda de atletas para o exterior movimentou R$ 2,86 bilhões, consolidando um crescimento de R$ 880 milhões em relação a 2018. Especialistas atribuem este salto a uma gestão mais profissional de clubes brasileiros que, ao sanarem dívidas e operarem com superávit, ganharam maior poder de barganha no mercado internacional.

Simultaneamente, o Brasil também se posicionou como um grande importador de talentos. Segundo dados da FIFA, o país foi o principal destino de atletas contratados no futebol masculino em 2025, impulsionado, em parte, pelo aporte financeiro vindo do setor de apostas esportivas, que permitiu o retorno de nomes relevantes ao cenário local.

Queda no uso de celulares entre crianças

Pela primeira vez na história, o Brasil registrou uma redução na proporção de crianças de 10 a 13 anos com celular próprio, índice que passou de 56,7% para 55,2%. O fenômeno ocorre em um contexto de aumento da conectividade geral no país, que já alcança 95% dos domicílios.

A queda é associada por analistas a uma maior preocupação das famílias com a segurança e privacidade digital dos filhos, além da implementação de restrições ao uso de celulares em salas de aula ao longo do último ano e a vigência do ECA Digital. Em contraste, o grupo dos idosos apresentou o movimento inverso, registrando o maior crescimento no acesso a dispositivos móveis entre todas as faixas etárias.

FONTE REDAÇAO SITE PORTAL364

Postagem Anterior Próxima Postagem