Intervenção de Marcos Rocha no PSD revolta cúpula e ameaça chapa de deputados estaduais em Rondônia



Porto Velho RO - calmaria nos bastidores políticos durou pouco. Uma decisão de última hora do governador Marcos Rocha no comando estadual do PSD está gerando um verdadeiro terremoto e revolta profunda entre as principais lideranças da sigla.

O que era para ser uma chapa proporcional blindada, estruturada e com potencial histórico para eleger até quatro deputados estaduais, virou alvo de uma forte intervenção interna que escancarou o racha na base governista.

A Interferência:

Segundo fontes quentes de dentro do partido, a nominata que vinha sendo desenhada minuciosamente — avaliada como técnica, competitiva e equilibrada — foi completamente desfigurada por uma imposição direta do Palácio Rio Madeira.

A ordem de Marcos Rocha atropelou acordos prévios e colocou para dentro da lista:

Amigas pessoais da primeira-dama, Luana Rocha, inseridas na chapa a pedido direto da mesma, gerando acusações de favorecimento pessoal em detrimento da estratégia coletiva.
Pré-candidatos ligados à sua igreja, preenchendo vagas estratégicas com nomes indicados pelo altar, sem a capilaridade eleitoral necessária para a disputa pesada de uma eleição proporcional.

O Prejuízo Político: “Minaram uma máquina de votos”

Lideranças históricas e caciques do PSD não escondem a indignação. Nos bastidores, o sentimento é de que o governador “deu um tiro no próprio pé” e destruiu meses de articulação política.

> “Tínhamos uma nominata fortíssima, testada nas ruas, com nomes capazes de puxar votos e garantir uma bancada histórica de quatro parlamentares na Assembleia Legislativa. O que o governador fez foi desmontar a nossa engenharia eleitoral para atender a caprichos e apadrinhamentos familiares e religiosos”, disparou, sob anonimato, um dirigente influente da legenda.

Com a entrada dos novos nomes indicados pelo eixo Marcos-Luana Rocha, a competitividade da chapa despencou. Candidatos fortes que sustentavam o projeto do partido agora ameaçam desembarcar da sigla, indignados com o clima de imposição e com o enfraquecimento matemático das chances de vitória.

O Clima Esquentou: Onde isso vai parar?

A canetada do governador colocou à prova a sua liderança dentro do próprio partido. O clima é de guerra fria, e os próximos dias prometem ser de desistências em massa, reuniões de emergência e forte pressão para tentar reverter o estrago antes do fechamento definitivo das convenções.

Enquanto a oposição assiste a tudo de camarote comemorando o fogo amigo, a grande pergunta que ecoa nos corredores da política em Rondônia é: Marcos Rocha vai conseguir salvar o PSD do naufrágio ou sua interferência pessoal custará caro demais para o futuro político de seus aliados?

Os próximos capítulos dessa novela prometem pegar fogo

Fonte Site Porto Velho Agora



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