Por Redação Portal 364
O cenário político de Rondônia atingiu um ponto de ebulição. Com a prisão do secretário-geral da Assembleia Legislativa (ALE-RO), Rogério Gago, o "Tigrão", durante a Operação Reduto, o Portal 364 sistematiza os quatro pilares das denúncias que colocam a gestão do presidente da Casa, deputado Alex Redano (Republicanos), no epicentro de uma investigação complexa sobre corrupção e desvio de dinheiro público.
1. Operação Reduto: A Queda do "Braço Direito"
A Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da CGU e MPRO, desarticulou uma suposta organização criminosa que fraudava licitações, lavava dinheiro e operava esquemas de "rachadinha". A prisão de Rogério Gago, o "Tigrão", secretário-geral da ALE-RO, foi o golpe mais duro contra a estrutura administrativa da Casa, revelando como o braço administrativo da Assembleia teria sido aparelhado para fins ilícitos.
2. O Caso do "Assessor Fantasma" em Ariquemes
Uma das denúncias mais contundentes, formalizada em maio de 2023 pelo vereador Rafael "É o Fera", remonta ao período em que Alex Redano era vereador em Ariquemes. A acusação aponta que Redano teria nomeado o cidadão José Neles Moura Pires da Silva para um cargo comissionado sem o seu conhecimento. O denunciante afirma que nunca trabalhou na Câmara e nunca recebeu os salários, descobrindo a fraude apenas anos depois via carteira de trabalho digital. A suspeita é de que os salários eram apropriados pelo próprio Redano, com indícios de que os cheques do servidor eram assinados pelo então vereador.
3. Ação Civil: O Esquema da Associação "Sol Nascente"
Em Ariquemes, tramita há seis anos uma ação civil que aponta a tomada de controle da associação "Sol Nascente" pelo grupo político ligado aos Redano. Documentos do Ministério Público indicam a falsificação de cartas de renúncia e atas para remover a diretoria original e instalar aliados na associação. O objetivo, segundo a acusação, seria utilizar a entidade de fachada para canalizar verbas de emendas parlamentares diretamente para o controle do grupo.
4. Ação Penal: Compra de Apoio na Mesa Diretora
Alex Redano é réu em ação penal que investiga a compra de apoio político para o comando da Assembleia (biênios 2019/2020). A denúncia descreve um esquema de nomeações de "servidores fantasmas" em troca de votos. Provas reunidas, incluindo interceptações telefônicas e filmagens em hotéis de Porto Velho, sugerem a circulação de envelopes com dinheiro para garantir a manutenção do poder no Legislativo.
O Questionamento: Inocente ou Culpado?
Diante desses quatro pilares de denúncias — que envolvem desde o uso de documentos falsos até a apropriação de salários de terceiros — a pergunta que ecoa na população de Rondônia é sobre o limite da responsabilidade de Alex Redano.
■ Defesa: Os envolvidos, incluindo Redano, Laerte Gomes e Jean de Oliveira, negam a prática de crimes, sustentando que as articulações são fruto da atividade política parlamentar e que confiam na Justiça.
■ O Princípio Constitucional: Embora o volume de denúncias seja inédito e o histórico de operações (como a "Dominó" e agora a "Reduto") demonstre uma recorrência preocupante no Legislativo estadual, a lei garante a todos a presunção de inocência até o trânsito em julgado das sentenças.
O Portal 364 continuará acompanhando o desenrolar dessas ações, mantendo o compromisso de trazer os fatos à luz, pois a transparência é o único remédio para as feridas abertas nas instituições democráticas de Rondônia.
O espaço segue aberto para manifestações de todos os citados nesta reportagem
