O isolamento político no Palácio Rio Madeira
A corrida eleitoral em Rondônia ganha contornos de forte distanciamento político. Nos bastidores e nas redes sociais, uma estratégia silenciosa, mas eloquente, tem chamado a atenção de analistas e marqueteiros políticos: em cerca de 90% dos convites digitais para a convenção dos partidos PRD, PSD e Avante, a imagem do atual governador Marcos Rocha simplesmente desapareceu.
A ausência da foto do chefe do Executivo estadual nos materiais de divulgação de siglas que compõem ou orbitam a base governista evidencia um cenário de isolamento político e sinaliza um cálculo pragmático por parte dos postulantes aos cargos eletivos.
O peso da rejeição e a avaliação popular
O principal fator apontado por especialistas para esse movimento de afastamento é a avaliação negativa da gestão estadual. Para os pré-candidatos, colar a própria imagem à figura do governador passou a ser visto como um risco eleitoral iminente.
Avaliação Popular: O mandato de Marcos Rocha enfrenta desgaste perante a opinião pública, associado por críticos a problemas estruturais e entregas aquém do esperado pela população rondoniense.
Cálculo de Sobrevivência: Na política, palanque impopular é sinônimo de votos perdidos. Candidatos que buscam votos na capital e no interior preferem blindar suas campanhas de qualquer desgaste herdado da administração estadual.
Mensagem Subentendida: A exclusão da foto do governador nos convites envia um recado claro ao eleitorado: a tentativa de descolamento de uma gestão considerada desastrosa, priorizando identidades partidárias locais ou projetos próprios.
O afastamento em relação à chapa majoritária
Além da desvinculação em relação ao governador, um novo elemento de distanciamento tem saltado aos olhos nos materiais de campanha: a maior parte dos pré-candidatos também optou por não incluir a foto do pré-candidato a governador Adaílton Fúria e de seu vice, Everton Leoni, em seus convites digitais.
Essa omissão em massa reforça o pragmatismo e a individualização das campanhas proporcionais, onde os postulantes preferem apostar exclusivamente em suas próprias marcas, evitando qualquer associação que julguem não trazer retorno eleitoral imediato.
O impacto na base aliada
O fato de partidos como PRD, PSD e Avante — que em tese deveriam marchar alinhados ou manter pontes com o Palácio — registrarem esse índice massivo de omissão da figura de Marcos Rocha e da chapa majoritária demonstra fragilidade na articulação política do governo.
Com os pré-candidatos priorizando suas próprias marcas e evitando o ônus de defender a atual gestão ou colar a imagem aos cabeças de chapa, o cenário político caminha para uma fragmentação severa em plena pré-campanha, enfraquecendo a coesão dos grupos partidários envolvidos.
Vejas os convites digitais










