XADREZ POLÍTICO: O mapeamento estratégico que revela os 57 nomes de peso na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia

PORTO VELHO RO - A corrida rumo às 24 vagas da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) ganha contornos de alta precisão estratégica. Longe de enquetes informais ou pesquisas de intenção de voto, uma minuciosa projeção política — construída a partir de debates com analistas, ex-parlamentares e jornalistas políticos — reduziu o vasto universo de mais de 300 concorrentes a um funil de 57 nomes altamente competitivos.

O levantamento revela a engenharia partidária e a distribuição geográfica de forças que definirão a próxima legislatura no estado.

PRD e PL apostam em mandatos e herdeiros políticos

No PRD, o cenário combina a força de mandatos consolidados e adaptações jurídicas estratégicas. Destacam-se nomes como o deputado Ribeiro do Sinpol e o movimento em que o deputado Jean de Oliveira, atualmente inelegível, projeta substituir seu nome pelo de sua mãe, Dona Márcia. O bloco também reúne pesos-pesados como Edevaldo Neves, Lebrinha, Rosangela Donadon, Pedro Fernandes e o ex-deputado Carlos Magno.

Já no PL, a aposta é na capilaridade conservadora e na renovação por meio de herdeiros políticos e lideranças do interior: figuram na lista  os deputados Jean Mendonça, Luizinho Goebel, Ninho Barroso, Alan Queiroz a deputada Dra. Taíssa, além de Ninho Testoni (filho do prefeito Testoni, de Ouro Preto do Oeste) e Viveslainde Neiva (filho do deputado Ezequiel Neiva).

PSD, Republicanos e a Federação União/PP movimentam as bases

O PSD compõe sua artilharia com o peso de Laerte Gomes, Cássio Góias, Eyde Brasil, Jesuíno Boabaid e a experiência do ex-prefeito Jurandir de Oliveira.

Nos Republicanos, o foco recae sobre a força de Alex Redano, unida a lideranças municipais e comunitárias como o vereador de Porto Velho Márcio Pacele, o pastor Evanildo, Cássia das Muletas (de Jaru), Fernando Silva, Adalto e a defensora da causa animal Dra. Rosana, de Ji-Paraná.

Enquanto isso, a Federação União Progressista (União Brasil e PP) consolida uma das maiores máquinas eleitorais do estado, unindo nomes como Ismael Crispim, Ieda Chaves, Dr. Santana, Noeli (esposa de Cirone Deiró) e Marlei Mendonça.

Renovação, Mídia e Câmaras Municipais no Novo, Avante e Podemos

O Partido Novo traz uma mistura heterogênea de mandato, mídia e municipalismo com Dr. Luiz do Hospital, Augusto José (da TV porto-velhense), Lucas Folador, Dr. Gilber, Pedro Geovar, além dos experientes Edson Martins e Ari Saraiva.

No Avante, a forte presença da capital e polos regionais se faz presente com Marcelo Cruz, Breno Mendes, Paroca, Marcos Combate, Dr. Luiz Ferrari, Rone Maonzinha (de Buritis), Laércio (de Vilhena) e o ex-presidente da Casa, Hermínio Coelho.

O Podemos completa sua ala de competitivos com Edwilson Negreiros, Paulo Moraes, a vereadora de Ariquemes Rafaela Batista e João Mendes.

O setor progressista e a reta final do funil

Fechando o panorama, o Mobiliza aposta no recall de Dr. Ribamar Araújo, do bombeiro Geronildo e do ex-prefeito Silas Borges. Na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), o campo progressista e sindical se articula com Fátima Cleide, Cláudia Jesus, Hernandes Amorim, Léo Simão (do Sintero) e Tijolão (do MST).

Com 57 nomes de enorme capilaridade disputando estritamente 24 vagas, a grande conclusão da análise é matemática e implacável: a vitória em 2026 não dependerá apenas do brilho individual de cada candidato, mas da eficácia dos partidos e federações em transpor a barreira do quociente eleitoral.




Postagem Anterior Próxima Postagem