Após ataque virtual contra página de notícias, ARJORE permanece em silêncio sobre tentativa de derrubar veículo de imprensa

Após ataque virtual contra página de notícias, ARJORE permanece em silêncio sobre tentativa de derrubar veículo de imprensa


Porto Velho (RO) – A ausência de posicionamento público da Associação dos Jornalistas de Rondônia (ARJORE) começou a gerar questionamentos entre profissionais da comunicação e páginas independentes de notícias após a repercussão de um suposto ataque coordenado de militância digital contra veículos que divulgaram denúncias envolvendo o pré-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD).

O episódio ganhou força depois da circulação de prints e mensagens atribuídas a grupos de apoiadores do político, nos quais integrantes incentivavam denúncias em massa contra páginas jornalísticas nas redes sociais. Em uma das mensagens divulgadas, uma participante afirma: “852 pessoas se cada um fizer de 30 a 50 denúncia removemos o conteúdo”. Em seguida, outro integrante reforça: “Tem que denunciar a página também”.

As publicações alvo dos ataques haviam divulgado denúncias sobre suposta distribuição de material político dentro do Hospital Regional de Cacoal em meio à crise enfrentada pela unidade de saúde. O caso rapidamente tomou repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre liberdade de imprensa, tentativa de censura digital e uso de grupos organizados para pressionar veículos independentes.

Silêncio gera desconforto

Até o momento, a ARJORE não publicou qualquer nota oficial em defesa das páginas atacadas nem se manifestou sobre as denúncias de mobilização digital para retirada de conteúdos jornalísticos do ar. O silêncio da entidade vem sendo interpretado por parte da categoria como um distanciamento de um tema considerado sensível para o exercício da atividade jornalística.

Profissionais da imprensa avaliam que, independentemente de posicionamentos políticos ou editoriais dos veículos envolvidos, qualquer tentativa de remoção coordenada de conteúdos jornalísticos merece atenção institucional, principalmente quando há indícios de ações organizadas para silenciar reportagens de interesse público.

Liberdade de imprensa em debate

O caso reacendeu discussões sobre os limites entre militância política e ataques à liberdade de informação. Especialistas em comunicação apontam que o uso de denúncias em massa para derrubar páginas nas plataformas digitais se tornou uma estratégia recorrente em disputas políticas, principalmente em períodos pré-eleitorais.

Nos bastidores, jornalistas demonstram preocupação com o avanço desse tipo de prática contra veículos independentes, especialmente em estados onde grande parte da cobertura política é realizada por páginas alternativas e pequenos portais de notícias.

Enquanto isso, páginas atingidas pelos ataques afirmam que continuarão publicando conteúdos relacionados ao caso e defendendo o direito à informação e ao contraditório.

Espaço aberto

A reportagem reforça que o espaço segue aberto para manifestação oficial da ARJORE, de representantes da entidade, da assessoria de Adailton Fúria e dos demais citados na matéria, para esclarecimentos ou contrapontos sobre os fatos relatados.

Fonte Redaçao
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