Durante comentário no programa “Pimenta com Cebola”, o apresentador Fábio Camilo questionou a escolha do MDB em priorizar Confúcio Moura dentro da composição partidária, enquanto Amir Lando aparece como outro nome histórico da legenda no estado.
Segundo as declarações exibidas no programa, Amir Lando teria afirmado que respeita a decisão do MDB em apoiar inicialmente Confúcio Moura, destacando que o senador possui o direito natural de buscar a reeleição. Ao mesmo tempo, o ex-senador teria ressaltado que, caso prefira seguir outro caminho político, isso também seria um direito legítimo.
Críticas a Confúcio Moura
No comentário feito durante o programa, Fábio Camilo levantou críticas relacionadas à trajetória administrativa de Confúcio Moura, especialmente em temas considerados sensíveis por parte do eleitorado rondoniense.
Entre os pontos citados estão:
■ a criação de áreas de reserva ambiental no estado durante sua gestão;
■ críticas relacionadas à implantação de pedágios em Rondônia;
■ acusações de desapropriações e remoções de famílias;
■ e decisões políticas tomadas durante seu período como governador.
As falas refletem um discurso crítico já presente em setores políticos e parte do eleitorado conservador do estado, principalmente em regiões ligadas ao agronegócio e à expansão fundiária.
Defesa da trajetória de Amir Lando
Durante o comentário, Amir Lando foi apresentado como um político de “história ilibada”, sendo lembrado pela atuação em defesa de Rondônia e pelo envolvimento em investigações políticas no Senado durante sua carreira parlamentar.
O ex-senador também foi associado ao combate a esquemas investigados nacionalmente, em referência ao escândalo conhecido como “Máfia das Sanguessugas”, que marcou a política brasileira nos anos 2000.
Aliados de Amir avaliam que ele representa uma ala mais tradicional do MDB, ligada às raízes históricas do partido fundado por nomes como Ulysses Guimarães.
MDB tenta evitar divisão interna
Confúcio Moura, que atualmente ocupa mandato no Senado Federal, segue como um dos principais quadros nacionais do MDB na Região Norte. Já Amir Lando mantém influência política histórica e ainda possui aliados em diversas regiões do estado.
Analistas políticos avaliam que a definição da chapa dependerá não apenas da força interna dos grupos, mas também das alianças estaduais e nacionais que serão construídas até o período eleitoral.
Polarização interna pode impactar cenário de 2026
A disputa entre os grupos ligados a Amir Lando e Confúcio Moura evidencia uma divisão entre diferentes visões dentro do MDB rondoniense: uma ala mais tradicional e outra ligada à atual estrutura partidária nacional.
O cenário ainda está em construção, mas a tendência é que a corrida ao Senado em Rondônia seja uma das mais disputadas dos últimos anos, envolvendo lideranças históricas, grupos conservadores, representantes do agronegócio e aliados do governo federal.VEJA VIDEO:

