
Em metáfora polêmica, pré-candidato do União Brasil compara postura de Adailton Fúria a de quem mantém "relação de amante" com o governo estadual: usufrui dos cargos, mas esconde o parceiro nas redes sociais.
A crítica contundente de Chaves expõe o que ele chama de "injustiça" contra a história do atual governador. Segundo o líder do União Brasil, Fúria adota uma estratégia de duplicidade: por um lado, preenche cargos na estrutura do governo estadual com aliados — provocando uma verdadeira "romaria" de Cacoal rumo à capital pela BR-364 —, mas, por outro, tenta se desvincular publicamente da imagem de Marcos Rocha nas redes sociais para evitar o desgaste político.
"A impressão que dá é que isso é injusto para o governador. Me parece aquela situação do amante: para ir ao restaurante, vai com a oficial; mas para outra coisa, é com a amante", disparou Hildon Chaves, sugerindo que o apoio do chefe do Executivo só interessa a Fúria "por debaixo dos panos".
O peso da continuidade
O cerne do argumento de Hildon Chaves reside na coerência partidária e eleitoral. Ele defende que a população precisa saber se a candidatura de Fúria representa ou não a continuidade da atual gestão. Ao esconder o governador do "filme" da campanha para não "queimar a foto", o pré-candidato do PSD estaria tentando surfar em duas ondas incompatíveis: a força da máquina pública e o discurso de renovação.
Analistas políticos apontam que a estratégia de Fúria de se desconectar da imagem pública de Marcos Rocha reflete o pragmatismo das redes sociais, onde a rejeição a governantes costuma ser amplificada. No entanto, o contra-ataque de Hildon Chaves joga luz sobre as contradições fisiológicas da aliança, empurrando Fúria para uma posição incômoda onde ele precisará escolher entre assumir o ônus do governo ou explicar o loteamento de cargos denunciado pelos adversários.
Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de Adailton Fúria não havia se pronunciado sobre as declarações. O espaço segue aberto para manifestações
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