Saúde de Rondônia sob fogo cruzado: Baratas em Cacoal e polêmica na SESAU



PORTO VELHO RO - A nomeação do médico para o comando da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU) abriu uma nova frente de debates políticos no estado, especialmente diante do agravamento das críticas à situação dos hospitais públicos do interior, como o Hospital Regional de Cacoal.

Nos bastidores políticos a principal discussão gira em torno de uma possível influência do ex-prefeito Adailton Fúria na indicação do novo secretário estadual de saúde. O tema ganhou ainda mais repercussão após denúncias públicas sobre problemas estruturais na rede hospitalar do estado.

Denúncias ampliam desgaste da saúde pública

O jornalista , do portal Tudo Rondônia, elevou o tom das críticas ao governo de após a circulação de vídeos mostrando suposta infestação de baratas no Hospital Regional de Cacoal.

Durante declaração pública, Coutinho afirmou que a situação expõe falhas graves na gestão da saúde pública estadual.

“Se o governador não tem competência nem para mandar desinfectar um hospital cheio de baratas, tem competência para quê?”, questionou o jornalista.

Apesar das críticas contundentes, Rubens destacou que separa a relação pessoal da avaliação administrativa, afirmando considerar Marcos Rocha “um bom homem”, mas avaliando negativamente sua gestão na área da saúde.

A denúncia provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu cobranças por melhorias urgentes nas unidades hospitalares do interior de Rondônia.

Bastidores da nomeação

Em meio à crise, começaram a circular especulações de que a escolha de Edilton para a SESAU teria sido articulada politicamente por Adailton Furia, considerado um dos nomes mais fortes para a sucessão estadual em 2026 e aliado político do governador.

Nos bastidores, interlocutores próximos ao governo passaram a rebater a narrativa de “apadrinhamento político”. Segundo fontes ouvidas, a nomeação teria ocorrido por decisão pessoal de Marcos Rocha, baseada no currículo técnico e na experiência médica do novo secretário.

“Não tenho amizade pessoal com o doutor Edilton, não sou paciente dele e não existe ligação política direta. Foi uma escolha pessoal do governador”, afirmou Adailton Fúria em sua defesa.

Mesmo assim, o fato de Edilton ser de Cacoal — cidade politicamente associada ao grupo de Furia — alimentou interpretações de que a mudança poderia fortalecer o eixo político do interior dentro do Palácio Rio Madeira.

Saúde vira campo estratégico para 2026

A crise na saúde pública vem sendo observada por lideranças políticas como um dos temas mais sensíveis da futura disputa pelo governo estadual. O desempenho do novo secretário poderá influenciar diretamente o ambiente político dos próximos meses.

Analistas avaliam que, caso consiga reorganizar a SESAU e melhorar indicadores hospitalares, Edilton poderá ajudar a reduzir o desgaste enfrentado pelo governo Marcos Rocha na reta final do mandato.

Por outro lado, uma eventual continuidade das denúncias sobre falta de estrutura, demora em atendimentos e precarização hospitalar pode ampliar o desgaste político do grupo governista e atingir aliados estratégicos ligados ao projeto eleitoral de 2026.

Pressão aumenta por respostas oficiais

Até o momento, o Governo de Rondônia e a direção do Hospital Regional de Cacoal ainda não divulgaram manifestação oficial sobre as denúncias envolvendo falta de dedetização e problemas estruturais na unidade.

Enquanto isso, cresce a expectativa de que o novo comando da SESAU consiga apresentar respostas rápidas para conter a crise e afastar a pasta das disputas políticas que já começam a movimentar o cenário eleitoral rondoniense

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